Cleyton Silva ficou nacionalmente conhecido pelos bordões de seus personagens na TV, entre eles, “Tô di oio nu sinhô!”, “Vâmo fazê nossa postinha?”, “Pregunto!”, “Bobinho esse minino” e “Eita, fuminho bão, sô!”, no programa A praça é nossa. Ele estava no elenco da atração desde sua estreia, em 1987. Nos anos 1970 participou de alguns quadros de Os Trapalhões. Também atuou no cinema nacional, como nos filmes Pecado horizontal, Na violência do sexo e O bem dotado - O homem de Itu.
José Dias e Cleyton: que Deus possa ter reservado um lugar bem bacana para vocês nessa nova etapa da vida espiritual. O que mais posso dizer? Já temos saudades.
Vera Longuini
veralonguini@ateliedanoticia.com.br
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Chega de Saudade
Saudade é uma daquelas palavras fortes, capazes de provocar as mais diferentes emoções. Só conhecida em galego e português, essa palavra tenta descrever uma miscelânia de sentimentos que incluem o amor, a perda, a falta, a distância de alguém ou de algum lugar. Talvez por ser tão complexa é que não exista em outras línguas. Originária do latim (solitas, solitatis = solidão), com o tempo foi transformando-se ao sabor das variações da pronúncia: solitatem, solidade, soldade e, finalmente, saudade.
Dizem que a palavra surgiu na época do Brasil colônia para definir a solidão dos portugueses que para cá vieram, muito longe de seus parentes e amigos. No Brasil ganhou até data especial, o Dia da Saudade, comemorado em 30 de janeiro. Exatamente no dia em que me dediquei a escrever essa crônica.
De tantas lindas definições que li sobre saudade, a de Pablo Neruda é a que, para mim, melhor resume esse vulcão de sentimentos. Em um trecho de seu poema sobre Saudade, ele diz que: “é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...”
Entendam como “amado” toda pessoa querida e digna de despertar em nós essa confusa mescla de sentimentos, como os dois amigos do bairro que faleceram em janeiro: José Dias e Cleyton Silva. O Zé Dias tem uma história curiosa que poucos sabem. O verdadeiro sobrenome de sua família era Said, e não Dias, como consta da sua certidão de nascimento. Seu pai, por desavenças com a família, decidiu inverter o sobrenome.
O José Dias foi um funcionário público exemplar, marido dedicado da Luzia, pai do José Ricardo e excelente vizinho. Ele foi também um dos maiores colaboradores da Igreja Cristo Rei, inclusive participando ativamente da arrecadação de recursos financeiros para a sua construção, conforme já contei aqui. Foi ele quem cedeu a edícula no fundo da sua casa, na Rua Comunidade Luziada, para abrigar a nossa familia (pai, mãe e cinco filhos, imaginem!), nos dois ou três meses necessários para a reforma da nossa casa. Quem fazia isso naquele tempo? Quem faz isso hoje em dia? Quem ainda tem amigos assim?
De você, José Dias, e de sua família, temos apenas boas lembranças. Quando crianças - tínhamos 6 ou 7 anos de idade -, o José Ricardo e eu só brigávamos. Na adolescência viramos amigos e muitas vezes voltámos a pé, do Circulo Militar, batendo longos papos.
O Cleyton Silva era irmão do Ildeo (Guinho) e cunhado da minha irmã Regina. Ele era filho do seo Geraldo e da dona Aurora e irmão do Evandro, do Haroldo, do Moises, da Cleusa, da Ana Lucia (Luia), do Tita e do Guinho, que moravam na Rua Ana Gomes. O Cleyton, que eu me lembre, nunca morou em Campinas, já que, quando deixou Uberlândia, foi viver em São Paulo para trabalhar como radialista e, depois, como humorista. Mas passava todas as férias no Jardim Chapadão, mesmo depois que se casou com a Isis. Nós convivemos muito com seus filhos, Cleytinho, Andrea e Erica.
Cleyton Silva ficou nacionalmente conhecido pelos bordões de seus personagens na TV, entre eles, “Tô di oio nu sinhô!”, “Vâmo fazê nossa postinha?”, “Pregunto!”, “Bobinho esse minino” e “Eita, fuminho bão, sô!”, no programa A praça é nossa. Ele estava no elenco da atração desde sua estreia, em 1987. Nos anos 1970 participou de alguns quadros de Os Trapalhões. Também atuou no cinema nacional, como nos filmes Pecado horizontal, Na violência do sexo e O bem dotado - O homem de Itu.
José Dias e Cleyton: que Deus possa ter reservado um lugar bem bacana para vocês nessa nova etapa da vida espiritual. O que mais posso dizer? Já temos saudades.
Vera Longuini
veralonguini@ateliedanoticia.com.br
Cleyton Silva ficou nacionalmente conhecido pelos bordões de seus personagens na TV, entre eles, “Tô di oio nu sinhô!”, “Vâmo fazê nossa postinha?”, “Pregunto!”, “Bobinho esse minino” e “Eita, fuminho bão, sô!”, no programa A praça é nossa. Ele estava no elenco da atração desde sua estreia, em 1987. Nos anos 1970 participou de alguns quadros de Os Trapalhões. Também atuou no cinema nacional, como nos filmes Pecado horizontal, Na violência do sexo e O bem dotado - O homem de Itu.
José Dias e Cleyton: que Deus possa ter reservado um lugar bem bacana para vocês nessa nova etapa da vida espiritual. O que mais posso dizer? Já temos saudades.
Vera Longuini
veralonguini@ateliedanoticia.com.br
sábado, 19 de janeiro de 2013
DOCES LEMBRANÇAS...Fortes raízes
Daqui não saio, daqui ninguém me tira. O refrão da marchinha de carnaval, sucesso nos anos 50 de autoria de Paquito e Romeu Gentil e cantada pelos Vocalistas Tropicais, foi usado pela Susi Mara Perallis, outro dia, no facebook, numa amorosa manifestação de amor ao bairro na forma de comentário a uma foto do Balão do Castelo. Essa manifestação feita por ela levou-me a anotar os amigos que, apesar dos inúmeros caminhos que a vida lhes apresentou, acabaram voltando às suas origens ou optaram por jamais se desligarem delas. A própria Susi é um exemplo. Depois de casada viveu um tempo em São Paulo e, na primeira oportunidade, comprou uma casa no Jardim Chapadão e voltou para Campinas. Sua irmã, a Sueli, que mora há anos na Alemanha, montou para a filha Patricia um apartamento também no bairro quando ela decidiu retornar ao Brasil.
A Elizete Marcolino Belinazo morou um tempo no São Conrado e, agora, está no Guanabara, mantendo firme e forte suas raízes no Chapadão, já que sua mãe, a dona Regina, ainda mora na mesma casa, na Rua Ana Gomes que frequentávamos quando crianças e adolescentes. A irmã dela, a Cristiane, também. Marcia Franciosi Nardini, quando solteira, morava na Avenida Andrade Neves e, agora, está em um condominio próximo à Igreja Cristo Rei. A Neusinha
(Neusa Maria Fantini) também casou e mudou, mas, para bem perto. Deixou a vizinhança da Paróquia, mas está bem pertinho do Clube Andorinhas.
O Cesar (Dadá) foi para o Parque da Hípica e há uns dois anos comprou e reformou uma casa para viver perto da mãe, a dona Laíde (Pepa), nas proximidades da Rua Orlando Carpino. A Laine Turatti casou-se com o Ivan Fontana e tentou dois novos endereços até não resistir a tentação de voltar a viver no Chapadão, perto da Escola de Cadetes. O próprio Clovis Cordeiro foi para São Paulo trabalhar na Rádio Jovem Pan e voltou. Casado com a Lazinha morou no Jardim Garcia. No entanto, assim que pode retornou ao bairro.
Outros amigos nunca abandonaram o bairro, como a Célia Baptista Grassi e seu irmão Edson Baptista. Quis a vida de sorte deles que as “mudanças” que fizeram não atingissem mais do que três quarteirões. A maioria dos que foram para outros lugares e não voltaram – ainda – contaram com os pais ou avós vivendo bairro, fazendo com que o vínculo não se rompesse.
Minha ultima ligação familiar com o Chapadão era o meu tio Julio Martins, que morava atrás da Igreja do Rosário até o final do ano passado. Aos 93 anos, agora viúvo, está morando no centro da cidade com a irmã mais nova. Apesar de não viver no Chapadão desde 1982, ainda me sinto integrante dessa grande comunidade graças aos fortes laços de amizade com todas essas pessoas queridas aqui citadas, que nem o tempo e nem a distância conseguiram desatar. Afinal, embora eu tenha nascido no Cambui, dos dois aos 19 anos eu vi esse bairro ser construído, casa por casa, rua por rua. E quando visito os amigos, parece que nunca sai daí. Quem sabe, um dia, eu volte. Até mesmo porque a minha história com o Chapadão fixou firmes raízes no meu coração.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Papai Noel Voluntário
O Natal sempre torna as pessoas mais solidárias. Muita gente, que por força da correria do cotidiano não tem tempo para se dedicar a uma causa social, acaba não resistindo aos apelos natalinos e também torna-se um Papai Noel voluntário. Desde muito pequena levada por minha mãe, a dona Lena, a participar das campanhas beneficentes do MAE Maria Rosa, assumi há mais de 30 anos o compromisso de envolver amigos na doação de brinquedos para as crianças pobres de instituições sociais. O Orfanato da Irmã Dora, o Lar Campinense de Bem Estar do Menor e o Lar Criança Feliz já estiveram entre as entidades que, ao longo dessas três décadas, alegramos os natais das crianças assistidas.
Desde que foi fundado em 1967 pelo casal Vandir e Carlos Dias, que moraram no Guabanara e, depois, no Castelo, o MAE Maria Rosa realiza a campanha de Natal com a entrega de presentes para as crianças. No passado, os brinquedos eram todos iguais - geralmente bolas e bonecas de plástico comprados em quantidade para baratear o custo - e colocados em cima das mesas nas quais em dias normais era servida a sopa para as familias atendidas pela entidade.
O sistema de organização das crianças por grupos de atendimento, com a relação dos nomes, idades e tamanho da roupa para que os presentes sejam personalizados foi implantado no MAE Maria Rosa a partir de 2004, copiado de outras entidades de Campinas que já realizavam esse inteligente sistema de presentear os necessitados.
Todos os anos distribuo e-mails e telefono para os meus amigos convidando-os para apadrinhar uma criança. Neste ano conseguiremos presentear 520 pessoas: as crianças dos programas Socioeducativo, Oficina de Arte e Domingo, do MAE Maria Rosa e os 81 idosos que frequentam a instituição, além de quatro creches próximas: Chapeuzinho Vermelho, Passo a Passo, Balão Mágico e Tia Bel.
A campanha consiste em convencer um amigo a apadrinhar uma criança no Natal, colocando um brinquedo, uma roupa e artigos de higiene pessoal (sabonete, pasta e creme dental e shampoo) em uma sacolinha. Assim, os presentes ficam personalizados e as crianças ganham roupas e brinquedos adequados ao seus tamanhos e idades. É uma alegria para as crianças abrir a embalagem de um brinquedo novinho e receber uma roupa ainda com a etiqueta, uma rotina nem um pouco comum na sofrida vida que elas levam.
As amigas do Castelo, é claro, participaram ativamente dessa campanha: Susi Mara Perallis, Neusinha Fantini, Marcia Barcelos de Moraes, Lázara Paes Leme, Celinha Baptista Grassi, Conceição Costa, Emma Bianchi, Rosa Guedes e as filhas Ana Leda e Renata Tavares, Laine Turatti, que envolveu toda a redação do Correio Popular, Elizete Marcolino com suas amigas da Uniodonto e até a Sueli Weidner que, mesmo estando lá na Alemanha, depositou dinheiro na minha conta para que eu me encarregasse de apadrinas duas crianças em seu nome.
O resultado dessa campanha será a distribuição dessas sacolinhas para as crianças nos dias 15 e 16 de dezembro. O MAE Maria Rosa fica na Rua Vicente Palombo, 34, Jardim Campineiro. Precisamos de voluntarios também para auxiliar na entrega. Obrigada a todas as pessoas que ajudaram. Citei apenas as amigas do Castelo, mas todos os que colaboraram estarão permanentemente nas minhas orações. Bancar o Papai Noel é mais fácil do que parece. Basta observar quantas pessoas generosas e maravilhosas Deus teve o cuidado de colocar ao seu redor.
Vera Longuini
Jornalista e escritora
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Doces lembranças - Campanha pelo balão
O Clovis Cordeiro contou outro dia que os moradores do bairro iniciarão uma campanha
para resgatar a praça conhecida como “balão do castelo”. A proposta dos moradores,
de acordo com ele, é que o formato volte a ser circular, aumentando, assim, uma faixa
de rolamento para os veículos hoje espremidos nos engarrafamentos frequentes em
praticamente todas as horas do dia.
A alteração da forma geométrica da praça, na época, foi necessária para evitar
os “rachas” que ali aconteciam. Na minha adolescência, a gíria utilizada era “curvar no
Castelo”, em referencia à caixa d´água, ou “curvar na Torre”, considerando que emuma
das esquinas, onde está instalada hoje uma loja de sanduíches, funcionava a Torre de
Pizza, uma lanchonete e pizzaria muito famosa na época.
Mudar a forma geométrica da praça para evitar acidentes pode até ser uma medida
aceitável. Mas derrubar todas as arvores que lá haviam foi um crime. Até hoje não me
conformo com a “amputação” feita na praça que, convenhamos, ficou horrível.
Na minha infância, lembro-me dos bancos sob as enormes árvores nos quais nos
sentávamos para tomar sorvete ou para esperar um taxi que tinha ponto bem ali no
balão. Recordo-me também do bar do pai do Ricardo, dono do Papai Salim, que ficava
dentro do Castelo. No balcão, ao lado da escada, o baleiro de vidro redondo repleto de
balas Juquinha e de gominhas era de dar água na boca.
Subir até o topo era uma aventura que começava na escada estreita e escura.
Cochichávamos para não chamar a atenção dos imaginários guardiões do Castelo, pois
estávamos em uma importante missão: resgatar os prisioneiros de um maldoso rei,
isolados no alto da torre. O ambiente começava a clarear quando estávamos próximos
ao topo da escada. Como num passe de mágica, nos deparávamos com um lindo céu
estrelado, pintado no teto abobadado.
Do nada, mudávamos a brincadeira e com a cabeça para traz, olhos arregalados e boca
aberta, tentávamos contar as estrelinhas douradas e identificar onde estavam as “Três
Marias”, o “Cruzeiro do Sul” e o “rabo do escorpião”. Depois, na pontinha dos pés,
nos apoiávamos perigosamente no beiral para vislumbrar Campinas, de Norte a Sul, de
Leste a Oeste. Era sempre a mesma brincadeira e sempre era divertido.
Na adolescência, conforme já contei várias vezes aqui, ficávamos sentados nas muretas
laterais da Torre de Pizza esperando o “racha”. A exibição não era apenas dos Fuscas,
Mavericks, Kombis e Opalas em alta velocidade, cantando pneus e colocando e risco
todos os que estavam por ali. Tinham os exibicionistas. Alguns colocavam o bumbum
pelado na janela do passageiro enquanto o motorista, bem devagar, circulava pelo balão
e buzinava para chamar a atenção da moçada que entupia as calçadas em volta.
Outros, mais afoitos, tiravam toda a roupa e realizavam a “volta olímpica” em torno
do Castelo. Esses adolescentes não tinham computadores, internet, facebook e, talvez,
consideramos hoje muito compreensível a maneira que eles tinham para tentar aparecer,
não é mesmo?
Espero que a campanha surta um bom efeito e que o balão do Castelo volte a
ser “redondo” e que, como já existe tecnologia para o replantio de árvores adultas, que o
verde volte a circundar e a enfeitar a praça.
Vera Longuini
veralonguini@ateliedanoticia.com.br
terça-feira, 10 de julho de 2012
Linha direta
A Festa Junina da Igreja Cristo Rei parece ter batido todos os recordes: de
público, de patrocinadores, de colaboradores e de voluntários. Nos quatro dias
do evento não havia espaço nas mesas dispostas na quadra de futebol e na
rua lateral, assim como no salão onde foi realizado o bingo.
Os banners dos patrocinadores já tomaram todo o alambrado do espaço
externo e, apesar das longas filas, principalmente nas barracas de pastel e
do sanduiche de calabresa e nos brinquedos pula-pula e touro mecânico, o
atendimento feito pelos voluntários foi impecável. O tempo ajudou e a chuva,
que insistiu em cair forte até a sexta-feira que antecedeu a festa, cessou.
Dizem as boas línguas que foi graças ao seguinte recadinho que o Cônego
Luis Carlos Magalhães mandou para São Pedro pelo facebook:
“Bom dia, meu amigo Pedrão. Neste final de semana e, também, no próximo,
vamos ter a festa junina aqui na Paróquia Cristo Rei. É uma festa muito
bacana na qual toda a comunidade seu reúne com muita alegria. Se continuar
chovendo assim, a festa pode ser prejudicada. Pela consideração que o senhor
tem com nossa comunidade, peço de feche as torneiras aí um pouquinho.
Nossa comunidade agradece. Assinado, padre Maga”.
Pedido atendido, festa realizada com sucesso. Estive lá para conferir e
encontrei muitos amigos queridos dos quais aguardo os e-mails prometidos
com várias histórias para serem contadas aqui. Com a Márcia Barcelos, a
Susi Peralis, a Elizeth Marcolino e a Neusa Fantini lembramos da época em
que dançávamos a quadrilha no Cristo Rei. Em uma delas, a Marcia Barcelos
foi a noiva e chegou em um Ford 59. Quem foi mesmo o noivo? Surgiram
vários nomes e nenhuma conclusão. A Neusinha foi mãe da noiva e criou um
personagem manco para disfarçar o saltinho quebrado do sapato escolhido
para a dança.
Naquela época não havia bingo, ou, melhor dizendo, o jogo era conhecido
como tombola. Nada de salão fechado, mesinhas, cartelas de papel e canetas.
Todos ficavam em volta de uma barraca quadrada. As cartelas eram fixas,
pintadas nos aparadores de madeira. Os números eram marcados com grãos
de feijão. Não havia quadra e nem quina. Só valia a cartela cheia. E todos
saiam com o frango assado com farofa, um dos prêmios ofertados. Menos
eu, que nunca ganhei nada em sorteio, rifas e afins. Talvez seja por isso que
não suporto jogos. Sempre saio com as mãos vazias, mesmo quando todos
ganham, como nos bingos que as “meninas” insistem em fazer – graças a Deus
que só de vez em quando – em nossos encontros das Luluzinhas.
Antes de terminar peço licença para homenagear duas pessoas queridas
que muito contribuíram com a Igreja Cristo Rei e não estão mais, pelo
menos fisicamente, entre nós: o engenheiro Eduardo Mafissione, irmão da
Neusinha Fantini, responsável pelo projeto do salão de festas da paróquia;
e o Sr. Valdomiro Turatti, que todos chamavam de Vlad, marido da dona
Leonina (a dona Nina) e pai da Laine e da Heloisa, que por mais de 40 anos
participou ativamente no Cristo Rei. Que Deus conforte os familiares e amigos,
amenizando a saudade que, certamente, sempre dará aquela triste apertadinha
em nossos corações.
veralonguini@ateliedanoticia.com.br
quinta-feira, 7 de junho de 2012
De volta à escola
Foi só citar o Colégio Dom João Nery no último artigo para reavivar a memória de muita gente que lá
estudou. Cada um tem uma história curiosa, engraçada ou, às vezes, até meio confusa para contar sobre
os professores, seus comportamentos e disciplinas. Evito publicar as histórias nas quais as pessoas são
ridicularizadas ou as lembranças estão longe de serem elogiosas, como as que citam aqueles que viviam
de “manguaça” ou que vestiam roupas “inadequadas” ou ainda, que lançavam mão de apagadores e outros
objetos, atirando-os contra os alunos para colocar ordem na classe. Outros tempos, cujos comportamentos
eram considerados normais, mas que hoje poderiam ser delatados como crimes contra a infância e a
juventude. Por isso, decidi escrever apenas sobre as “boas” recordações. Afinal, elas são muito mais
produtivas, não é verdade?
O Davilson Maltoni, por exemplo, teve a delicadeza de enviar-me um e-mail informando que o professor
de Desenho, o Henrique Marchini, desenhou para ele um distintivo da Ponte Preta, guardado até hoje.
Também em seu “baú” está um trabalho de Artes assinado pelo professor Nilton. A torcida masculina
reclamou da ausência do nome da Orleide, professora de História, por quem a maioria suspirava.
A Katia Gabriel Silva postou no facebook que o Basílio, filho do professor Martins, foi seu colega de
trabalho na CPFL. Ela lembrou-se, ainda, dos professores de Educação Física não mencionados no artigo
passado, como a Maria Lina, o Barbosa e o Pádua que usavam, para suas aulas, as dependências do Clube
Andorinhas, no Jardim Chapadão.
Foi a Katia quem também se lembrou da casa situada bem em frente ao portão do Colégio, cujo muro
servia de “poleiro” para os estudantes que ali ficavam paquerando nos horários de entrada e saída das
aulas. Até o dia em que o dono do imóvel decidiu passar graxa no muro para que os estudantes não o
incomodassem mais.
A Marina Francabandiera contou da fanfarra, cujas roupas de “bandeirantes” foram compradas graças
à receita das festas juninas realizadas na escola pelos próprios alunos. Receitas que ajudaram também,
segundo ela, na construção do muro que cerca do Colégio até hoje.
A fanfarra conquistou o primeiro lugar já na sua estreia em um desfile de 7 de setembro, realizado na
avenida Francisco Glicério, graças à chamativa fantasia marrom e amarela adornada por um grande
chapéu e botas pretas.
Ela cita, ainda, que os melhores alunos de cada classe tinham que usar uma fitinha verde e amarela
amarrada à uma medalha do Dom João Nery pendurada por um alfinete no bolso da blusa. Os pais eram
chamados para a cerimônia de entrega realizada no pátio da escola e os alunos destacados subiam ao
palco para que a professora colocasse a medalha. Era um orgulho. Eu não me lembro de ter recebido
nenhuma.
O Miguel Samuel recorda dos tempos do primário, quando os alunos, em fila no pátio, eram obrigados a
cantar o Hino Nacional. Eu me lembro que os alunos que se ofereciam para ajudar na cantina ganhavam
lanche e refrigerante caçulinha. Eu ajudava sempre.
A Elizabeth De Nardo, que na época chamávamos de Beth Baptista, e hoje vive nos Estados Unidos, está
à procura da Alba Regina Ranzani, não sei se para rever a grande amiga ou para saber se ela ainda tem a
receita do “melhor sonho do mundo”, recheado com goiabada ou creme, vendido no barzinho que o pai da
Alba tinha na Rua Erasmo Braga, pertinho do Colégio.
E, vejam que bacana: encontrei-me com a Cidinha Reis, esposa do Luiz Antônio e mãe da Fernanda e do
Felipe. Embora só a irmã dela, a minha xará, Vera, tenha estudado no Dom João Nery, ela disse viajar
no tempo com nossas lembranças, já que morava ali pertinho, na Rua Quintino Bocaiúva. Um beijão,
Cidinha, e espero que você também me ajude a contar um pouco das boas lembranças que todos nós
temos da nossa infância e juventude. Afinal, esse espaço é todo nosso.
Vera Longuini
veralonguini@ateliedanoticia.com.br
domingo, 8 de abril de 2012
Novas gerações
Quando você pensa que todas as coincidências, casualidades ou sincronicidades já
aconteceram na sua vida, eis que o destino novamente traz boas surpresas. No sábado, 31 de março, fui madrinha do casamento do meu sobrinho Felipe, filho da Kelly, com a Karine, numa linda festa na chácara da noiva, em Pinhalzinho. Quando fui convidada para “abençoar” o casamento, o Felipe me perguntou se eu aceitaria ser madrinha de seu casório junto com um amigo que ele gostava muito, o Ronaldo, que eu sequer conhecia.
- Depende, ele é bonito?, brinquei.
- As meninas dizem que sim, respondeu.
- Então eu topo, aceitei.
E não é que o garoto é bonito, mesmo! Só que o lindão do Ronaldo tem aproximadamente
a metade da minha idade e é filho da minha xará Vera, irmã da Sônia, da Ivonete e do
Washington, que moravam na Rua Alberto Jackson Byington, no Jardim Chapadão. Nós nos
reuníamos sempre na mureta da casa do Gilberto (Urtigão), na esquina com a Rua Cônego
Manoel Garcia.
Pode um negócio desses? Adorei. Quando o Ronaldo me falou que “talvez” eu conhecesse
a mãe e as tias dele, fui logo perguntando os nomes. Conforme ele falava, as imagens das amigas voltavam à minha mente. Que delícia. E que bom saber que o destino colocou o Ronaldo e o Felipe na mesma rota para que se tornassem amigos. Amizade da segunda geração, sem qualquer interferência da primeira. Mais uma obra do destino. Chamei as minhas irmãs e o meu irmão e apresentei o Ronaldo para todos:
- Vocês nem imaginam quem é esse moço lindo!, eu dizia.
Eu me amarro nessas histórias. Até mesmo porque eu vejo sincronia em tudo o que acontece na minha vida. Mesmo quando o “acaso” tem fortes aliados para promoverem esses reencontros, como as redes sociais, pro exemplo. Graças ao Facebook cial já reencontrei centenas de amigos. E, quando acredito que já reencontrei todo mundo, alguém cria um novo grupo e ali aparecem outras dezenas de pessoas que fizeram parte, de alguma forma, de minha história.
O grupo mais recente é o DOM JOÃO NERY – Bonfim, a escola primária onde estudei e que, depois, tornou-se ginásio em substituição à escola Hildebrando Siqueira que funcionava no mesmo prédio da Rua Erasmo Braga. Nesse grupo estou lendo e curtindo as Doces Lembranças de antigos colegas, principalmente sobre os professores. Estou resgatando a história do professor Antonio Roiuk, que tantos comentários provocou no Face e será o tema da minha próxima coluna. Entrem no grupo e deixem lá suas lembranças. As mais interessantes eu prometo transcrever no JORNAL DO CASTELO
Vera Longuini
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