<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5801913495489233113</id><updated>2012-02-16T10:02:49.749-08:00</updated><title type='text'>Doces Lembranças</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Doces Lembranças</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13834657288289499150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_c8SngEC2I/AAAAAAAAABY/uGN60PQv1kA/S220/Feac_9497_Vera.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5801913495489233113.post-7438561391263346410</id><published>2012-02-08T07:15:00.001-08:00</published><updated>2012-02-10T11:31:16.287-08:00</updated><title type='text'>Vivendo e aprendendo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mN2J1-xeOd8/TzKSSo0bkcI/AAAAAAAAADQ/bIOFvHfj5_8/s1600/Marcos%2BCordeiro_Blog.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-mN2J1-xeOd8/TzKSSo0bkcI/AAAAAAAAADQ/bIOFvHfj5_8/s320/Marcos%2BCordeiro_Blog.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706784526724469186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que acontece em nos­­­­­sa vida tem por obje­ti­­vo um ensinamento. Nós é que demoramos a perce­ber essa sutileza. &lt;br /&gt;Em novembro, eu estive às voltas com os mais diversos transtornos após ter sido cassada a minha carteira de habilitação. Procurando ser mais correta possível, ao saber que atingi 20 pontos em multas, entreguei a minha carteira de motorista às autoridades de trânsito e participei de todo o processo legal para reaver o meu direito de dirigir.&lt;br /&gt;Porém, só eu cumpri a minha par­te. Os orgãos governamentais deixaram a desejar. Mas essa é outra história. Parte dela é o que interessa nesse momento. &lt;br /&gt;Depois de cumprido o “castigo” e atendido todas as exigências, procurei o Poupatempo do Campinas Shopping, logo às 9 horas da manhã, crente que voltaria para casa com a minha nova habilitação.&lt;br /&gt;A Lei de Murphy, nesse dia, estava implacável: o sistema de informática do exame médico ficou horas fora do ar, mais de 400 pessoas aguardavam na fila do Banco do Brasil para efetuar o pagamento das taxas e o prazo de entrega foi estendido para o dia seguinte.&lt;br /&gt;Eram 17 horas e eu continuava no Poupa­tempo, sem almoço, aban­­donando o meu trabalho e com o humor tão péssimo que nem eu podia suportar.&lt;br /&gt;Depois de brigar com meio mundo, chorar, espernear, cai na real e me convenci que teria mesmo que retornar no dia seguinte.&lt;br /&gt;A pé, constatei que não conseguiria chegar, de ônibus, à sessão de terapia agendada para as 18 horas, no bairro Guanabara. Para piorar, as nuvens negras, baixas e carregadas anunciavam um temporal.&lt;br /&gt;Decidi pegar um taxi. Mas me lembrei que havia gasto todo o dinheiro em espécie no Poupatempo e que não portava o cartão de débito para saques no caixa eletrônico do Shopping. &lt;br /&gt;Também não ando com talão de cheques. Só me restavam R$ 30,00 e o cartão de crédito, não aceito pelo único taxista disponível no local. &lt;br /&gt;Ai começa a história que quero contar hoje. Eu já estava tão nervosa que para não perder o controle tentava me convencer de que nada acontece por acaso e que tudo e todas as situações devem ser encaradas como lições.&lt;br /&gt;Eu não entendia o que eu tinha que aprender ali, com tanto descaso, com a péssima qualidade do serviço governamental e com a perda da minha carteria de habilitação.&lt;br /&gt;Por mais que quisesse manter o pen­samento   positivo, não conseguia.&lt;br /&gt;Até que, do nada, surgiu uma moça que, ao ouvir eu perguntar o preço da corrida ao taxista até o bairro Guanabara, me perguntou se eu não poderia dividir a viagem com ela que estava muito atrasada para comprar passes para seus funcionários na Transurc - exatamente no caminho que eu seguiria. Com essa carona inesperada e a divisão da despesa, consegui chegar ao consultório da Debora em tempo, e com R$ 10,00 na carteira.&lt;br /&gt;Mas, tinha a volta para a minha casa. A Debora poderia me dar uma carona, pois justo naquele dia tinha um jantar e eu fiquei envergonhada de pedir que desviasse no caminho.&lt;br /&gt;Foi ai que meu irmão Carlinhos me ligou e pedi-lhe um carona. Agradeci, dispensei a Debora e fiquei a esperá-lo. Cinco minutos após eu estar sozinha, o Carlinhos me chama pelo rádio para avisar que a bateria de seu carro havia pifado e que aguardava o socorro.&lt;br /&gt;Cansada e perguntado a Deus “o que foi que eu fiz dessa vez para merecer isso?”, solicitei a recepcionista do consultório um número qualquer de um serviço de taxi.&lt;br /&gt;Liguei e expliquei que não mandassem qualquer taxi me atender. Precisava de um que aceitasse cartão de crédito, única forma de pagamento que eu dispunha naquele momento.&lt;br /&gt;Rapidamente o taxi chegou e enquanto eu entrava no carro, chamei o meu irmão para informá-lo que agora seria eu quem iria socorrê-lo. Mas entrei no banco de trás o taxista informou:&lt;br /&gt;-Só levo se for jornalista!. &lt;br /&gt;Para minha surpresa, sentado à direção estava o Marquinhos Cordeiro, irmão do Clovis e cunhado da Lázara, os “todo-poderosos” desse jornal e meus amigos de infância.&lt;br /&gt;O interesante é que nem taxista o Marquinhos é. Ele trabalha na área de informática e apenas dirigia o taxi do cunhado para fazer um bico. É mole?&lt;br /&gt;Pedi que fosse comigo ver se o socorro já estava atendendo o meu irmão e, depois, segui para casa, cansada, mas aliviada e contente, principalmente por ter entendido a lição que a vida quis me ensinar:&lt;br /&gt;“Qualquer que seja o mal momento que eu tenha que enfrentar, Deus sempre dará um jeito de manter os meus amigos por perto para me socorrer e para me ajudar”. Amém!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5801913495489233113-7438561391263346410?l=memoriasdocastelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/feeds/7438561391263346410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2012/02/vivendo-e-aprendendo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/7438561391263346410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/7438561391263346410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2012/02/vivendo-e-aprendendo.html' title='Vivendo e aprendendo'/><author><name>Doces Lembranças</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13834657288289499150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_c8SngEC2I/AAAAAAAAABY/uGN60PQv1kA/S220/Feac_9497_Vera.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-mN2J1-xeOd8/TzKSSo0bkcI/AAAAAAAAADQ/bIOFvHfj5_8/s72-c/Marcos%2BCordeiro_Blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5801913495489233113.post-8887950477238553281</id><published>2012-01-17T14:54:00.001-08:00</published><updated>2012-01-17T14:54:58.116-08:00</updated><title type='text'>Doces lembranças ... Amizade para toda a vida</title><content type='html'>Tenho que agradecer a Deus, todos os dias, os bons amigos que ele colocou na minha&lt;br /&gt;vida não apenas em momentos singulares, mas para me acompanharem durante toda a&lt;br /&gt;minha jornada. A maioria deles vem e vão. E mais uma vez retornam ao meu convívio.&lt;br /&gt;Quem conviveu comigo no final dos anos 1980 se lembrará da Shirley Costa, que agora&lt;br /&gt;assina também Charbonnier, graças ao seu casamento com o Jean Michel, um simpático&lt;br /&gt;francês que tenta me convencer de que é rabugento. Eu a conheci em 1987 quando da&lt;br /&gt;minha estréia como professora no Curso de Jornalismo da Puc. Ela era amiga de alunos&lt;br /&gt;meus. Tínhamos, todos, pouco mais de 20 anos de idade.&lt;br /&gt;Shirley morava em Valinhos e trabalhava, então, na loja de roupas da Rosângela.&lt;br /&gt;Ficamos amigas de imediato. Saíamos para as noitadas, principalmente às quintas-&lt;br /&gt;feiras, no Flor de Liz, com a Laine Turati e o Ivan Fontana. Sempre dormíamos na casa&lt;br /&gt;da mãe dela ou da minha.&lt;br /&gt;Dois anos depois de uma amizade bem chiclete, Shirley decidiu tentar a vida em&lt;br /&gt;Portugal junto com as amigas Dayla e Marcia. Na época não existiam celulares e muito&lt;br /&gt;menos internet. A ligação telefônica para o Exterior custava uma fortuna e a nossa&lt;br /&gt;comunicação começou por meio de cartas e cartões em datas especiais. Em 1994 tive&lt;br /&gt;a oportunidade de viajar para a Europa e inclui Portugal no roteiro para reencontrar a&lt;br /&gt;minha querida amiga. Passamos uma semana maravilhosa entre Lisboa e o Algarves.&lt;br /&gt;Nos anos seguintes muitas coisas aconteceram na minha vida e na dela e acabamos&lt;br /&gt;nos separando. Eu perdi os contatos da Shirley e, ela, os meus. Conseguimos nos&lt;br /&gt;reencontrar em 2004, quando participei do Programa do Jô para falar sobre o livro&lt;br /&gt;biográfico de Vandir Dias. O programa foi exibido em Portugal e assistido pela Eliana,&lt;br /&gt;a irmã mais nova da Shirley, que sempre foi obrigada a ceder sua cama para mim.&lt;br /&gt;Apesar disso, Lica teve o cuidado de ligar para a produção do Jô para pedir o meu&lt;br /&gt;telefone. Em 2007 Shirley e Jean Michel estiveram aqui. No ano passado, consegui&lt;br /&gt;passar três dias com ela em Cascais, no apartamento da Eliana, que, é lógico, foi&lt;br /&gt;obrigada, mais uma vez, a ceder a cama para mim e até hoje questiona se fez bem em&lt;br /&gt;me localizar. Foi pouco para matar tanta saudade. Tanto que voltei agora, no final do&lt;br /&gt;ano, para passar as festas em Estremoz com essa família maravilhosa. Sinto muito&lt;br /&gt;orgulho dessa bem sucedida empresária que mantêm um escritório de comunicação&lt;br /&gt;em Portugal e, outro, em Madri, e que ainda chamo de Shirloca. A vida na Europa e o&lt;br /&gt;sucesso profissional e pessoal não alteraram em nada a sua meiguice, o seu coleguismo,&lt;br /&gt;o seu companheirismo e a nossa grande amizade. Espero, de verdade, que a vida nunca&lt;br /&gt;mais nos separe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Vera Longuini&lt;br /&gt;veralonguini@ateliedanoticia.com.br&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5801913495489233113-8887950477238553281?l=memoriasdocastelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/feeds/8887950477238553281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2012/01/doces-lembrancas-amizade-para-toda-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/8887950477238553281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/8887950477238553281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2012/01/doces-lembrancas-amizade-para-toda-vida.html' title='Doces lembranças ... Amizade para toda a vida'/><author><name>Doces Lembranças</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13834657288289499150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_c8SngEC2I/AAAAAAAAABY/uGN60PQv1kA/S220/Feac_9497_Vera.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5801913495489233113.post-4101048614364649744</id><published>2011-12-10T12:47:00.000-08:00</published><updated>2011-12-10T13:06:43.883-08:00</updated><title type='text'>As meninas do vôlei do Circulo Militar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-FwZUvSKjRgU/TuPHObt2OBI/AAAAAAAAADA/gL49f7gK8NU/s1600/As%2BMeninas%2Bdo%2BVolei_atual%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-FwZUvSKjRgU/TuPHObt2OBI/AAAAAAAAADA/gL49f7gK8NU/s320/As%2BMeninas%2Bdo%2BVolei_atual%2B1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684606205443848210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-hVo1sVVUZB8/TuPHBhojykI/AAAAAAAAAC0/ILBo2XIcEsQ/s1600/As%2BMeninas%2Bdo%2BVolei_%2Bantiga.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-hVo1sVVUZB8/TuPHBhojykI/AAAAAAAAAC0/ILBo2XIcEsQ/s320/As%2BMeninas%2Bdo%2BVolei_%2Bantiga.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684605983693982274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tutti, Cris Vosgrau, Verinha, Celinha e Claudinha&lt;br /&gt;Denise, Neusinha Fantini, Cris Fernandes, Ciça e  Ana Vosgrau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de concluir que sou uma pessoa enturmada: tenho a turma de amigos da infância, do Culto à Ciência, do Jornalismo da Pucc, da ex-CPFL, da EPTV, do Correio Popular etc. Todas formadas por amigas e amigos queridos com os quais eu ainda me encontro e mantenho ótimo relacionamento. Mesmo que os encontros, em alguns casos, sejam anuais ou aconteçam em uma periodicidade maior.&lt;br /&gt;Pois acabo de reencontrar uma nova turma: a das Meninas do Vôlei do Circulo Militar. O reencontro começou no facebook e culminou com a uma reunião no sábado, 03 de dezembro, na casa da Marcia Franciosi Nardini. O bacana é que todas nós continuamos as mesmas, algumas, inclusive eu, apenas com alguns quilinhos a mais para caber as grandes alegrias que a vida nos deu. Prova disso é que ninguém perguntou: &lt;br /&gt;-Quem é você, mesmo?&lt;br /&gt;E, continuamos “inhas”: Celinha (Grassi), Claudinha (Zanchetta), Betinha (Henn), Neusinha (Fantini) e Verinha (Longuini). Só a Marcia, que a gente chamava de Pata. Foram também ao (re) encontro a Cristina Fernandes, as irmãs Beraldo - Claudete e a Iara - e a Glaucia Crepaldi. A Alvarina e a Maria Cristina, que jogaram na Hípica, também apareceram por lá.&lt;br /&gt;Sentadas: Celinha, Neusinha e Marcia&lt;br /&gt;Lembramos das broncas do técnico Barbosa, e das amáveis palavras que ele nos dirigia quando estava nervoso; da Kombi amarela e preta que nos levava para casa no final dos treinos e dos jogos; dos títulos que conquistamos para o clube e do sanduiche de pão murcho recheado com presunto e queijo que nos era oferecido após cada partida nos campeonatos principais. &lt;br /&gt;A maioria eu não via desde os meus 17 anos, quando ingressei na Faculdade e tive que parar de jogar vôlei para poder trabalhar e pagar meus estudos. Aliás, eu fui a primeira a parar, mas, como já disse, apenas por um motivo de “força maior”. Algumas pararam por volta dos 20 e poucos anos e, outras, continuam na lida, ainda enfrentando as quadras e dominando a bola e a rede, como a Glaucia, a Betinha, a Neusinha e as irmãs Beraldo. Senti a maior “inveja branca” delas, que ainda treinam, competem e amam o voleibol que foi uma parte muito importante de nossas vidas, numa época em que esporte não era, ainda, “coisa de meninas”. &lt;br /&gt;Mas, nós, estávamos lá, treinando em quadra de saibro, a céu aberto, inclusive nas noites frias que pareciam ainda mais geladas no descampado do clube. Voltávamos com os nossos “Bambas” imundos de terra vermelha. Quadras cobertas só a do Taquaral, Tênis Clube e Regatas, usadas nos jogos oficiais, sem torcida, sem quase ninguém na arquibancada para prestigiar os nossos feitos. Outros, mas bons tempos. Tanto que marcou, para sempre, as nossas vidas. Valeu, meninas. O tempo pode ter passado, mas a nossa amizade continua vitoriosa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5801913495489233113-4101048614364649744?l=memoriasdocastelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/feeds/4101048614364649744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2011/12/as-meninas-do-volei-do-circulo-militar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/4101048614364649744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/4101048614364649744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2011/12/as-meninas-do-volei-do-circulo-militar.html' title='As meninas do vôlei do Circulo Militar'/><author><name>Doces Lembranças</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13834657288289499150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_c8SngEC2I/AAAAAAAAABY/uGN60PQv1kA/S220/Feac_9497_Vera.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-FwZUvSKjRgU/TuPHObt2OBI/AAAAAAAAADA/gL49f7gK8NU/s72-c/As%2BMeninas%2Bdo%2BVolei_atual%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5801913495489233113.post-2879804356701762259</id><published>2011-10-29T09:08:00.000-07:00</published><updated>2011-10-29T09:10:03.914-07:00</updated><title type='text'>Sobrinha de peixe, peixinha é</title><content type='html'>Desde criança eu sempre gostei de escrever. Em casa, apesar do pouco estudo dos meus pais, falar corretamente o português sempre foi uma exigência. Até hoje, uma concordância verbal errada ou a pronúncia de uma palavra inexistente ou trocada é motivo de correção, perto de quem quer que seja. Para quem não está acostumado, pode parecer grosseria, as desde pequenos fomos acostumados a corrigir uns aos outros. E não importa quem esteja por perto. No mínimo, quem ouvir aprende também. &lt;br /&gt;Mas  essa “insuportável” maia que temos de corrigir uns aos outros em casa pelo menos nos fez falar e escrever corretamente. Talvez, por isso, seguimos fazendo o mesmo com as novas gerações. E não é que está dando certo. No dia do meu aniversário, em setembro, fui surpreendida pela minha sobrinha-neta, Nicole, que tem apenas 15 anos. Há 9 anos, desde que comecei a trabalhar para a Expoflora, ela e os irmãos Isadora e Rafael (está com 5 anos, mas vai lá desde que nasceu) ficam um ou dois dias no evento comigo. Minha mãe também adorava visitar o evento das flores e, em especial, a Chuva de Pétalas. Em vez de contar, prefiro publicar o texto que a Nicole escreveu, intitulado  “Porque optei fingir que acredito”. Ela escreveu:&lt;br /&gt;“Há alguns anos, eu e minha família somos fiéis ao passeio na cidade das flores. É uma vez ao ano em que deixamos de lado os desentendimentos, decepções e tristezas que existem em qualquer família estranhamente normal. Um dia para dar o devido valor aos pontos altos de se ter uma família.&lt;br /&gt;Esses dias são afogados por risadas, piadas sem graça e muita comida. Dia para matar as saudades de quem quase não se vê, dia de amar e ser amado. Dia de sorrir e, em troca, receber sorrisos.&lt;br /&gt;A chuva de pétalas sempre foi a melhor parte. Todo mundo junto, grudadinho para presenciar a chuva mais delicada que existe. Finalzinho da tarde e todos estendem e elevam as mãos para sentir o toque das pétalas. Esse momento sempre foi bonito, já que dizem que quem segurar uma pétala ainda no ar tem um sonho realizado. E todos os anos eram iguais: milhões de sonhos, mãos para o alto, pessoas e pétalas&lt;br /&gt;No ano que passou, minha família perdeu um pedaço. A nossa querida abelha rainha – conhecida também por ser irmã, tia, mãe, avó e bisavó -, resolveu que era a hora de partir para o andar de cima e nos deixou sem... sem mãe, avó e bisavó, que é o meu caso. A saudade tomou conta das casas e das pessoas e, por um bom tempo, ninguém conseguiu ouvir a palavra capelete sem deixar que uma lágrima escorresse de seus olhos.&lt;br /&gt;Eu era aquela pessoa que tentava segurar pétalas por diversão, mas nunca acreditei na história da realização de sonhos. Porém, esse ano, a vontade de segurar uma pétala foi maior. Era como se alguma coisa estivesse me puxando para lá. Fiquei bem na frente e levantei as mãos. Estava disposta a segurar uma pétala.&lt;br /&gt;A chuva com cheiro de flor começou e lá fui eu tentar segurar e sentir o cheiro da rosa. Depois de inúmeras tentativas frustradas deixei a mão direita aberta e não a movi. Um minuto, aproximadamente, se passou e, finalmente, uma pétala pousou sobre a palma da minha mão. Resolvi não conter o choro e o deixei percorrer o meu rosto. Choro de saudade e alegria caminhando de mãos dadas. Saí de lá com a pétala na mão e sentei-me em um canteiro de flores em frente à Sala da Imprensa. Fiquei quieta e comecei a curtir a saudade da minha bisa que voltou para me visitar.&lt;br /&gt;Para a minha surpresa, a música “Como é grande o meu amor por você”, do Roberto Carlos, começou a tocar. Uma música que a dona Maria Helena – minha bisa – adorava e vivia a cantarolar. Optei fingir que acredito na história das pétalas, por sempre ouvir a minha “véia” falando que gostaria de segurar várias pétalas para pedir amor, alegria, saúde, dinheiro e paz para os parentes e amigos.&lt;br /&gt;De agora em diante, tentarei pegar o máximo de pétalas que eu conseguir, para poder continuar a pedir todas as boas coisas que ela pedia. Assim, poderei lembrá-la com mais amor e saudade do que eu me lembro hoje”.&lt;br /&gt;Não é uma fofa? Acho que logo,logo, essa menina puxa o meu tapete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vera Longuini&lt;br /&gt;veralonguini@ateliedanoticia.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5801913495489233113-2879804356701762259?l=memoriasdocastelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/feeds/2879804356701762259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2011/10/sobrinha-de-peixe-peixinha-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/2879804356701762259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/2879804356701762259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2011/10/sobrinha-de-peixe-peixinha-e.html' title='&lt;strong&gt;Sobrinha de peixe, peixinha é&lt;/strong&gt;'/><author><name>Doces Lembranças</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13834657288289499150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_c8SngEC2I/AAAAAAAAABY/uGN60PQv1kA/S220/Feac_9497_Vera.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5801913495489233113.post-8982181300175837789</id><published>2011-05-28T13:19:00.000-07:00</published><updated>2011-05-28T13:20:59.309-07:00</updated><title type='text'>Vida cigana</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;Embora eu esteja em plena viagem de férias, só estou escrevendo a coluna esse mês porque a Neusinha Mafissioni e a Glaucia Crepaldi reclamaram da minha ausência no jornal. Fiquei tão feliz que prometi não falhar mais. Como estou longe, não tenho como pedir a ajuda dos amigos, mas aqui vai. Por sugestão do Clovinho, vou relembrar da época em que o Chapadão foi “invadido” por ciganos.&lt;br /&gt;Quem morou no Castelo no final das década de 1960 e início dos  anos 1970 deve lembrar-se da grande quantidade de barracas que durante anos ocuparam os terrenos baldios alheios, entre as casas recém construídas no loteamento que foi criado nas terras da antiga Fazenda Chapadão. &lt;br /&gt;Creio que esse foi o primeiro bairro – ou um dos primeiros - escolhido pelos imigrantes, vindos principalmente da Romênia, para viver em Campinas. O inusitado para nós é que os nossos novos vizinhos moravam em tendas, sem energia elétrica e água encanada e tinham costumes bem diferentes dos nossos. Acho que foram os primeiros estrangeiros que conheci, além dos meus avôs.&lt;br /&gt;Os moradores os viam com curiosidade, espanto e, alguns, até com medo. Afinal, ninguém sabia ao certo de onde vinham o que faziam aquelas pessoas. Os comentários eram de que viviam da venda de tachos de cobre e outros objetos artesanais.&lt;br /&gt;Como ocupavam terrenos que nem deles eram, com a autorização de alguns moradores mais tolerantes faziam “gatos” na rede de energia elétrica e emprestavam a água das casas vizinhas. Alguns moradores reclamavam, mas meus pais nunca se incomodaram com isso. &lt;br /&gt;Uma das famílias instalou uma barraca bem em frente à nossa casa, na Rua Ibsen da Costa Manso, e, por isso, era comum vê-los enchendo baldes de água nas torneiras de nosso jardim.&lt;br /&gt;Lembro-me das ciganas banhando-se e aos seus filhos em bacias, ocultadas apenas por longos tecidos coloridos pendurados em cordas, como se secassem em um varal. Também me recordo dos comentários que corriam pelo bairro pelo fato das ciganas não terem vergonha de sacar o peito em público para dar de mamar às crianças, numa época complicada e moralista quando as campanhas de conscientização sobre a importância da amamentação materna sequer eram cogitadas para exibição nas emissoras de TV.&lt;br /&gt;Seus modos e costumes eram, simplesmente, diferentes e, por isso, talvez provocassem um misto de admiração e indignação nas pessoas que começavam a povoar o bairro. A grande herança que temos de meus pais foi o ensinamento de sempre aceitar a todos como amigos e a nunca discriminar ninguém. Descontadas as brigas comuns entre as crianças, nosso relacionamento com os ciganos sempre foi muito bom.&lt;br /&gt;Cética, minha mãe só não gostava quando alguma cigana oferecia-se para ler a sua mão em troca de alguns trocados. Sempre com respostas prontas, dona Lena devolvia:&lt;br /&gt;-Não, obrigada. Mas se quiser eu posso ler a sua, respondia, para encerrar de vez a conversa.&lt;br /&gt;Depois de um tempo vivendo em barracas, os ciganos começaram a adquirir os terrenos e a construir casas. Como meu pai ajudou na construção de muitas delas ou fez a parte de marcenaria daquelas residências, os ciganos passaram a nos convidar para as suas festas. As de casamento lembro-me bem, duravam três dias. Uma delas foi realizada pela simpática família do Emilio Bechara (acho que era esse o seu nome), que morava na esquina da Rua Bento da Silva Leite com a Avenida João Erbolato. &lt;br /&gt;Nos terrenos desocupados foram montadas imensas barracas com mesas e bancos de madeira. A comida era muito farta, com direito a porco assado no rolete. As ciganas, com suas saias longas e coloridas e suas blusas ousadamente decotadas para a época, enfeitaram-se ainda mais, abusando do dourado nas vestimentas. As casadas distinguiam-se das solteiras pelo lenço que usavam na cabeça.&lt;br /&gt;Embora construíssem casas grandes, as moradias dos ciganos, naquela época, dificilmente tinham portas, armários e acabamentos. Tão pouco móveis. A estrutura interna continuava sendo a das barracas, com panos pendurados nos ambientes e o único conforto eram os tapetes espalhados pelo chão. Depois de um tempo eles deixaram o Castelo e começaram a construir no Alto do Jardim Eulina e Taquaral. Perdemos totalmente o contato e hoje nem sei mais onde estão. &lt;br /&gt;Em tempo. Esse mês tem a festa Junina da Igreja Cristo Rei. Estarei por lá, na barraca de minipizza, ajudando o Clovinho e a Lazinha. Que tal nos reunirmos para um quentão? Espero por vocês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5801913495489233113-8982181300175837789?l=memoriasdocastelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/feeds/8982181300175837789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2011/05/vida-cigana.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/8982181300175837789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/8982181300175837789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2011/05/vida-cigana.html' title='Vida cigana'/><author><name>Doces Lembranças</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13834657288289499150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_c8SngEC2I/AAAAAAAAABY/uGN60PQv1kA/S220/Feac_9497_Vera.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5801913495489233113.post-5938945402410744564</id><published>2011-05-02T13:05:00.001-07:00</published><updated>2011-05-02T18:16:54.910-07:00</updated><title type='text'>Solidariedade a granel</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-bjqRxfFJ0pQ/Tb9XfWVLFQI/AAAAAAAAACo/lKo73i8IBgA/s1600/Solidariedade_2.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-bjqRxfFJ0pQ/Tb9XfWVLFQI/AAAAAAAAACo/lKo73i8IBgA/s320/Solidariedade_2.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602292657554134274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-7z3TV8m2s_E/Tb8PE5QuJBI/AAAAAAAAACg/30pZCn8VE0g/s1600/Solidariedade0501.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-7z3TV8m2s_E/Tb8PE5QuJBI/AAAAAAAAACg/30pZCn8VE0g/s320/Solidariedade0501.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602213038237033490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente pensa em ajudar ao próximo, mas não sabe por onde começar. A justificativa mais comum é a falta de tempo e de dinheiro para qualquer ação beneficente. Há muito tempo a vida vem me provando que a história não é bem assim. Assim como toda grande obra é sustentada por pequenos tijolos, uma boa ação é calcada no espírito de solidariedade e no amor que tomos trazemos no coração. &lt;br /&gt;Os desafios, é claro, a primeira vista parecem imensos. Mas basta decidir enfrentar-los para que pessoas com vontade de ajudar surjam muitas vezes de maneiras insólitas ou inesperadas, em nosso caminho. Exemplos não me faltam nesses mais de 40 anos em que, levada pela minha mãe, decidi colaborar com o MAE Maria Rosa (antiga Sopa do Grameiro).&lt;br /&gt;Um dos exemplos foi no Natal de 2010.  Graças à colaboração de centenas de pessoas, conseguimos fazer com que o Papai Noel entregasse cerca de 400 sacolinhas com presentes, roupas, livros e produtos de higiene pessoal para as crianças e adolescentes do e para mais quatro creches que a própria entidade auxilia, na região dos Amarais e do bairro Matão. &lt;br /&gt;Na Páscoa, não foi diferente. Tínhamos o compromisso de doar 250 ovos de chocolate para as crianças atendidas no Jardim Campineiro. Os preços praticados no mercado dificultavam a nossa tarefa. Eis que surge, pelo segundo ano consecutivo, a Marina, da Zenith Food, uma microempresa que funciona na Avenida João Erbolato, no Jardim Chapadão, para nos mostrar que nem sempre o lucro é apenas a sobra do dinheiro que entra na conta corrente. &lt;br /&gt;A Marina produziu com exclusividade para a entidade, deliciosos ovos de 250 g cada, cobrando somente R$ 5,50 a unidade. A “turma do Castelo” ajudou muito, comprando caixas com 10 ovos ou passando o chapéu entre os amigos. Cada um colaborou como podia: a Laine Turati, que mora na avenida papa Pio XII, encarregou-se de arrecadar o dinheiro com os jornalistas do Correio Popular, onde trabalha. A Renata Tavares, que vive nas proximidades da Pedreira do Chapadão, fez o mesmo com o pessoal da Thema Relações Públicas. A Rosa Guedes, mãe da Renata, e a Lazinha Paes Lemes e o Clovis Cordeiro doaram caixas com 10 unidades. Mais gente ajudou: o pessoal da Embramac, capitaneado pela Vera Andrade, a Cristina Beluco, a Renata Sanches e a Valéria Salek, são algumas das amigas que estão sempre a postos em todas as campanhas nas quais nos envolvemos.&lt;br /&gt;Assim, de ovo em ovo fizemos a Páscoa das crianças da entidade. Se os R$ 1.350,00 necessários nos pareceram uma fortuna no início da campanha, graças à contribuição de mais de cem pessoas, cada uma contribuindo com quanto dispunha no momento, pagamos pelos chocolates e, ainda, conseguimos cachorro quente e refrigerantes para a festinha de entrega. Parece pouco. E é, porque tem mais.&lt;br /&gt;Lembram-se das quatro creches que ajudamos também no Natal? Elas pediram ajuda na Páscoa, mas a diretoria do MAE Maria Rosa explicou que estava difícil até mesmo para atender as crianças da entidade. Só que, conforme expliquei, a ajuda sempre aparece e só Deus – com certeza, só Ele mesmo – sabe de onde vem.&lt;br /&gt;Na terça-feira antes da Páscoa a minha irmã Regina, que trabalha no Colégio Educap, na Vila Nova, me telefonou informando que as crianças da escola haviam feito uma campanha da Páscoa para o mãe Maria Rosa e solicitava que alguém fosse buscar as doações: óleo, macarrão, leite, achocolatado e muitos outros alimentos que garantirão as refeições para as crianças da entidade até o final do semestre. &lt;br /&gt;Entre os donativos, 240 ovos de chocolate, embrulhados em sacolinhas decoradas com desenhos de coelhinhos pintados pelos alunos do Colégio. Doações suficientes para atendermos as mesmas quatro creches que ajudamos no Natal. Preciso contar mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vera Longuini&lt;br /&gt;veralonguini@ateliedanoticia.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5801913495489233113-5938945402410744564?l=memoriasdocastelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/feeds/5938945402410744564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2011/05/solidariedade-granel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/5938945402410744564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/5938945402410744564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2011/05/solidariedade-granel.html' title='Solidariedade a granel'/><author><name>Doces Lembranças</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13834657288289499150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_c8SngEC2I/AAAAAAAAABY/uGN60PQv1kA/S220/Feac_9497_Vera.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-bjqRxfFJ0pQ/Tb9XfWVLFQI/AAAAAAAAACo/lKo73i8IBgA/s72-c/Solidariedade_2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5801913495489233113.post-8863457586551607133</id><published>2011-02-08T13:38:00.001-08:00</published><updated>2011-02-08T13:45:51.441-08:00</updated><title type='text'>O sapatinho da mamãe</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/TVG5fRyWZGI/AAAAAAAAACY/1E7NXGD9evk/s1600/Renata_Niver.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/TVG5fRyWZGI/AAAAAAAAACY/1E7NXGD9evk/s320/Renata_Niver.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571438161035682914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já contei parte dessa história aqui. Vou apenas estendê-la. No Dia das Mães de 1986, a jornalista Rosa Guedes lamentou-se com dona Lena sobre a sua vontade de ter um filho. Minha mãe foi até o armário e de lá tirou um sapatinho de lã que ela própria havia tricotado, embrulhou-o para presente e o entregou à Rosa.&lt;br /&gt;- No ano que vem você traga esse sapatinho “cheio”, ordenou dona Lena.&lt;br /&gt;No dia 23 de janeiro passado o “recheio” do sapatinho da minha mãe completou 24 anos, está com mais de 1,70 de altura e tornou-se uma moça linda, inteligente, estudiosa e trabalhadora, orgulho dos seus pais e, é claro, da tia Lu (que sou eu, se é que alguém não ainda não sabe). &lt;br /&gt;A história dos Guedes Tavares, que moraram na Rua Lucio Pereira Peixoto e, agora, vivem na Rua José de França Camargo, no Jardim Chapadão, na nossa vida é muito interessante. &lt;br /&gt;O José Carlos Tavares foi meu colega de faculdade. A Rosa Guedes formou-se um ano depois, mas estreitamos a amizade em 1982 quando trabalhamos juntas na Radio Central. Foi amizade a primeira vista. Se bem que a palavra “vista” nesse contexto pode até parecer força de expressão. É que a Rosa, na adolescência, não enxergava muito bem devido ao astigmatismo e hipermetropia. Assim, quando íamos ao cinema, eu me sentava ao lado dela para ler, em voz alta e sob o protesto da platéia, as legendas dos filmes na tela. &lt;br /&gt;Valeu a penas, pois acredito piamente que esse sacrifício tenha sido considerado quando o casal Tavares me convidou para madrinha do casamento. Desde então, a nossa amizade só aumento com o passar dos anos. &lt;br /&gt;Como a família da Rosa é de Echaporã e a do Tavares de Rinópolis, a dona Lena os adotou como filhos em Campinas, incluindo-os sempre nos domingueiros almoços familiares. Com o nascimento da Renata e, um ano depois da Ana Leda, as meninas também foram incorporadas à árvore genealógica dos Badolato Longuini. A quem perguntasse sobre quantos netos tinha, dona Lena respondia de pronto:&lt;br /&gt;- Doze.&lt;br /&gt;-São 10, alguém sempre a corrigia. &lt;br /&gt;-Não, são doze. Você não contou a Renata e a Ana Leda, dizia.&lt;br /&gt;Quando a Renatinha nasceu eu era muito baladeira. Saia todas as noites e chegava em casa com o Sol quase nascendo, ou, as vezes, já no alto do céu. Com uma filhotinha tão pequena, a Rosa e o Tavares passavam o sabadão trancados em casa e queriam a companhia dos amigos aos domingos. Assim, todos os finais de semana a Rosa me ligava logo pela manhã, com o mesmo apelo:&lt;br /&gt; -Longuini, é a Rosa. Eu te acordei?&lt;br /&gt;-Não, respondia. Eu tive que levantar para atender ao telefone que estava tocando, resmungava.&lt;br /&gt;-Vem almoçar aqui, pedia.&lt;br /&gt;Eu aceitava o convite, mas ia cambaleando de sono. Mal terminava de almoçar, eu pegava a Renatinha no colo e dizia que ia para o quarto fazê-la dormir. Bastava alguém abrir a porta para me flagrar no maior sono e a Renata brincando, sozinha, sentadinha na cama. &lt;br /&gt;Certa vez, a rosa e o Tavares viajaram para Buenos Aires e as deixaram comigo. Eu as levava para a escola, fazia comida para elas e, ainda, as “obriguei” a participar de um concurso de redação do Mac Donalds. Mas sei que a Re-re, como a chamo, me perdoa, assim como a Ana Leda, que é tão baladeira quanto a tia e a quem eu também homenageio por aniversariar no dia 28 de fevereiro. A Renata é Relações Públicas e trabalha na Thema. A Leda formou-se em Comércio Exterior e foi contratada pela Motorola. Sempre que podem, elas me visitam. Saímos para tomar cerveja e comentar sobre trabalho e amores. Além de minhas eternas sobrinhas, elas se tornaram minhas grandes amigas. Tanto quanto os seus queridos pais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5801913495489233113-8863457586551607133?l=memoriasdocastelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/feeds/8863457586551607133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2011/02/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/8863457586551607133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/8863457586551607133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2011/02/blog-post.html' title='&lt;strong&gt;O sapatinho da mamãe&lt;/strong&gt;'/><author><name>Doces Lembranças</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13834657288289499150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_c8SngEC2I/AAAAAAAAABY/uGN60PQv1kA/S220/Feac_9497_Vera.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/TVG5fRyWZGI/AAAAAAAAACY/1E7NXGD9evk/s72-c/Renata_Niver.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5801913495489233113.post-6742253953528644233</id><published>2010-11-02T01:00:00.000-07:00</published><updated>2010-11-02T01:05:04.149-07:00</updated><title type='text'>A festa "Bárbara"</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/TM_FxSl0mmI/AAAAAAAAACI/Pb-ZuC7Usxo/s1600/Casamento_BÃ¡rbara+Perallis_929.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5534859917656365666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/TM_FxSl0mmI/AAAAAAAAACI/Pb-ZuC7Usxo/s320/Casamento_B%C3%A1rbara+Perallis_929.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Denise, Zete, Susi, Neusinha, Mara, Verinha e Lazinha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir ao casamento de amigos é uma benção. Mas constar da lista de convidados da cerimônia matrimonial dos filhos deles é uma dádiva ainda maior, pois representa uma carinhosa demonstração de que os amigos desejam compartilhar conosco a felicidade deles. Acho que foi o excesso de alegria que me fez até errar a data do casamento da Bárbara e do Gustavo – ela, filha do Celso e da Silmara Perallis e, ele, filho do Pedro e da Francisca Salmazo.&lt;br /&gt;Na sexta-feira, dia 15 de outubro, encerrei o trabalho mais cedo e voei para o salão de cabeleireiro. Telefonei várias vezes para o Marcos a fim de que não se atrasasse, pensando no trânsito, já que a cerimônia estava marcada para as 19h15.&lt;br /&gt;Às 18h50, produzidíssima, maquiada, penteada e vestida com um longo ocre-dourado, agarrei a bolsa e saímos. Como sou muito atrapalhada, ainda no elevador decidi conferir qual seria a igreja, já que uma semana antes havíamos participado de outro casamento e temi confundir o local.&lt;br /&gt;Ao abrir o convite, só consegui ler a data: 16 de outubro, que parecia destacar-se do restante do texto. Senti um calafrio percorrer a espinha e a ameaça de suor sobre a maquiagem. Olhei para o Marcos e perguntei-lhe docente:&lt;br /&gt;- Que dia é hoje?&lt;br /&gt;-15, ele respondeu.&lt;br /&gt;Como as letras insistem em misturarem-se quando estou sem óculos para leitura solicitei ao Marcos que lesse a data do casamento que constava no convite.&lt;br /&gt;-16 de outubro, disse-me ele, fitando-me com ar irônico.&lt;br /&gt;Não sei se ri de incredulidade ou por achar divertida a confusão que eu fiz. O jeito foi voltar para casa, trocar a roupa e sair para badalar, aproveitando a maquiagem e o cabelo arrumado, que tiveram, é claro, que ser refeitos no dia seguinte.&lt;br /&gt;Sobre o casamento, eu nunca estive em uma festa na qual os noivos aproveitassem tanto para comemorar com os amigos. No meu casamento eu não aproveitei nada. Mal terminei de cumprimentar as pessoas da última mesa, e já havia quem viesse se despedir.&lt;br /&gt;A Bárbara e o Gustavo, ao contrário, planejaram tudo com muita eficiência. Para curtir com os convidados que lotaram os dois andares do Campinas Hall, eles foram logo para a pista de dança de onde comandaram a festa junto com a banda que tocava ao vivo.&lt;br /&gt;A cada momento os convidados recebiam adereços para fomentar a animação: pandeiros com fitas verdes e vermelhas para acompanhar as tarantelas; tiaras com véus para todas as mulheres no momento do buquê; máscaras com a caricatura do noivo para que a Bárbara, literalmente, visse apenas o rosto do Gustavo em qualquer homem para o qual, sem querer, ousasse olhar. A noiva não se intimidou e subiu ao palco para cantar o Ila ilariê.&lt;br /&gt;A família Perallis dominou a pista. A Susi fez um tremendo sucesso com seu transparente vestido verde-água. A Denise e o Dorival esbanjaram elegância como padrinhos. A dona Dóris reviveu seus momentos românticos dançando coladinha com o neto Vinicius, talvez relembrando o seu casamento com o saudoso sr. Reinor. A Sueli veio especialmente da Alemanha com o Karl e os filhos Patrícia e Eduardo. E o Lilão não deixou ninguém parado no salão. Na nossa mesa, o gostoso bate-papo reuniu a Zete e o Cesar, a Neusinha e o Waldir, a Lazinha e Clovinho, a Mara e o Nando Barcelos e o Marcos e eu.&lt;br /&gt;O Celso e a Silmara não escondiam o orgulho e a alegria. Na saída, bem-casados foram entregues em delicadas caixinhas de madeira branca decoradas com flores, assim como um criativo e delicado porta-lingerie. Uma festa alegre, como o momento vivido por todos. Um brinde aos noivos. A festa estava, simplesmente, ..."Bárbara"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5801913495489233113-6742253953528644233?l=memoriasdocastelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/feeds/6742253953528644233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2010/11/festa-barbara.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/6742253953528644233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/6742253953528644233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2010/11/festa-barbara.html' title='A festa &quot;Bárbara&quot;'/><author><name>Doces Lembranças</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13834657288289499150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_c8SngEC2I/AAAAAAAAABY/uGN60PQv1kA/S220/Feac_9497_Vera.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/TM_FxSl0mmI/AAAAAAAAACI/Pb-ZuC7Usxo/s72-c/Casamento_B%C3%A1rbara+Perallis_929.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5801913495489233113.post-2017801477334230773</id><published>2010-10-10T07:52:00.000-07:00</published><updated>2010-10-10T07:53:46.644-07:00</updated><title type='text'>Esquenta para os 50</title><content type='html'>Não é novidade para ninguém que eu sou festeira, adoro comemorações e reuniões com os amigos. Assim, meus aniversários não podem passar em branco. Desta vez, para comemorar mais uma data querida, resolvi promover a festa Esquenta para os 50, já que, ao completar 49 anos, restam-me apenas 12 meses para bolar um super evento para quando eu chegar ao meio século de existência.&lt;br /&gt;Parece muito? Mas não é. Apesar de tudo o que já vivi creio que ainda tenho uma vida inteira pela frente e muito por realizar. Por isso, continuo querendo sempre as pessoas queridas bem por perto. São elas o meu alicerce, a base que sustenta a minha vida.&lt;br /&gt;O Esquenta para os 50 foi no Red Hall do Clube Regatas, com direito ao buffet  assinado pelo Leonel, do Tênis Clube, show dos Ecléticos André e Mike e ao delicioso bolo surpresa levado pela Adelaine Cruz e pelo Paulo Scolfaro. A Elizete Marcolino, minha “irmã gêmea”, para minha alegria, esse ano, voltou a soprar as velinhas comigo.&lt;br /&gt;Não há espaço para citar nominalmente todos os amigos e parentes que estiveram lá, mas é curioso destacar que compareceram “representantes” de todas as etapas da minha vida: aqueles com os quais convivi na infância, brincando nas ruas de terra do Castelo; com os quais estudei no Parque Infantil da avenida Alberto Sarmento, nos Colégio Dom João Nery, Hildebrando Siqueira e Culto a Ciência e na universidade.&lt;br /&gt;Também estavam meus vizinhos, a “turma da piscina”, o pessoal da academia e os festeiros dos happy hours. A energia estava tão boa que atraiu até a Daniela, filha da Conceição e sobrinha do Edson e da Celinha. Dizem as más línguas que ela era “bico”, mas sabemos que a Daniela foi conduzida até a festa pelas boas vibrações que invadiram o local.&lt;br /&gt;Mas o quero destacar não é a badalação do evento, e, sim, a alegria de conseguir reunir nessa data tão especial, pessoas que fizeram e fazem parte da minha história, festejando comigo as conquistas e estando ao meu lado nos momentos difíceis. Muitas delas já me orientaram sobre o caminho a seguir e contribuíram para a formação do meu caráter.  Graças a elas creio que hoje me tornei uma pessoa muito mais confiante, segura e feliz, pronta para receber com o coração totalmente aberto aqueles que estão chegando nesse momento na minha vida.&lt;br /&gt;E eu não poderia deixar de fazer um agradecimento especial para o Frank Sampaio, que só recentemente eu soube estar morando com seu “môri” Marcia em uma das travessas da Rua Cônego Manuel Garcia. Foi ele o único e grande responsável pela viabilização da festa. Na correria provocada pelo encerramento da Expoflora e pelo sucesso do Casa Cor – Casa Hotel, não fosse a ajuda desse festeiro amigo nada teria acontecido.&lt;br /&gt;Além disso, foi ele quem, mesmo sem planejar ou querer, incluiu o Marcos Rocha na minha vida. E com o Marcos vieram a Marcela e o Dudu, a dona Vilma, a Lili e a Julia. Espero que eles tenham vindo para ficar e que, no futuro, façam parte das muitas histórias que eu ainda terei para contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vera Longuini&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:veralonguini@ateliedanoticia.com.br"&gt;veralonguini@ateliedanoticia.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5801913495489233113-2017801477334230773?l=memoriasdocastelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/feeds/2017801477334230773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2010/10/esquenta-para-os-50.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/2017801477334230773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/2017801477334230773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2010/10/esquenta-para-os-50.html' title='Esquenta para os 50'/><author><name>Doces Lembranças</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13834657288289499150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_c8SngEC2I/AAAAAAAAABY/uGN60PQv1kA/S220/Feac_9497_Vera.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5801913495489233113.post-5874500293668375239</id><published>2010-08-04T05:20:00.000-07:00</published><updated>2010-08-05T09:28:28.154-07:00</updated><title type='text'>Doces Lembranças...Valeu, mamãe</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/TFlbgqKj2RI/AAAAAAAAAB4/l7y_vHka9tM/s1600/foto+familia.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 166px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501529036442294546" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/TFlbgqKj2RI/AAAAAAAAAB4/l7y_vHka9tM/s320/foto+familia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vera Longuini&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:veralonguini@ateliedanoticia.com.br"&gt;veralonguini@ateliedanoticia.com.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coluna deste mês, se me permitem, será dedicada à minha mãe, Maria Helena, a dona Lena, ou Leninha. Deus, que a havia emprestado para nós, achou por bem levá-la de volta no dia 11 de julho. O sentimento não é de tristeza, mas de uma imensa saudade. Se já não posso, como fazia todas as manhãs, ligar para ela para perguntar-lhe como havia passado a noite e para lembrar-lhe: “Eu te amo, mamãe! Você é minha linda fofa.”, eu mando para ela todo o pensamento de amor.&lt;br /&gt;Eu sou, e creio que falo por meus irmãos, eternamente grata por dona Lena ter aceito a missão de ser a nossa mãe nessa encarnação. Badolato, seu sobrenome, nomeia uma pequena cidade da Calábria, na Itália. Soma-se a isso o seu nascimento, em 10 de setembro, sob o signo de virgem. O que se poderia esperar de uma calabresa virginiana senão uma mulher extremamente rigorosa, tanto com a gente como com ela própria?&lt;br /&gt;Quando crianças, sempre que éramos convidados para festas, nos obrigava a jantar antes em casa para que não avançássemos nas mesas de doces e salgados. Tinha sempre uma bronca pronta para nos dar, merecêssemos ou não. “Eu conheço os filhos que tenho”, dizia, com toda a razão.&lt;br /&gt;Alguma vezes, tentava nos cobrar comportamentos moralistas. Tínhamos que dar o exemplo. Mas era derrotada pelas nossas brincadeiras e piadinhas. Restava-lhe somente nos lançar seu inesquecível olhar de reprovação por cima dos óculos.&lt;br /&gt;Foi é a amada por muita gente, não apenas pela família. Nossos amigos a adotaram como mãe e a paparicavam até demais. Apesar disso, também sofreu. Das suas desilusões, creio, a mais dolorosa foi a amorosa. Nunca superou a separação e, em vez de dar-se a chance de experimentar e viver um outro relacionamento preferiu fechar seu coração e esperar que a vida se encarregasse de fazer-lhe as vontades. Conseguiu. Se valeu a pena, apenas ela poderá, um dia, nos contar.&lt;br /&gt;Para sobreviver e sustentar principalmente a mim, vendeu tricô e crochê na Feira de Artesanatos, além de capeletis para a clientela amiga, mesmo depois de conseguir a sua aposentadoria. “Sempre foi uma guerreira”, a define a amiga Maria Beraldo. Se não foi perfeita, pelo menos deu o melhor de si: conseguiu superar-se como mãe, saiu-se muito bem no papel de pai e foi minha grande amiga. Se não lhe contei alguns poucos segredos, não foi por desconfiança. Foi somente para poupá-la. Havia coisas que eu queria lhe contar, mas, certamente, ela não gostaria de ouvir. Afinal, eu não sou a filha perfeita que ela gostaria.&lt;br /&gt;Embora a dona Lena não tenha aprovado a minha decisão de ser jornalista, uma profissão que não era muito promissora na época em que eu a escolhi, foi dela, que cursou apenas até o quarto ano primário, que eu herdei o gosto pela escrita.&lt;br /&gt;Apesar de alguns poucos erros de português - como o “si”, que escrevia em vez de “se”, suas mensagens tinham um conteúdo profundo. Tanto que, em 1988 minha cunhada Jacqueline teve a feliz idéia de reunir só os seus poemas em um livro, de um único exemplar. Vou agora organizar as todas suas escritas e ampliar essa publicação para presentear as pessoas que lhe eram queridas.&lt;br /&gt;As cartas que trocávamos, na verdade, serviam mais para evitar brigas e discussões. Por meio do papel resolvíamos nossas discordâncias e revelávamos nossos pensamentos e sentimentos. Também escrevíamos nos momentos de felicidade, para manifestar nossas alegrias pelas conquistas ou para eternizar datas.&lt;br /&gt;Muitos de meus amigos foram alvo de suas poderosas cartinhas. Sua intenção era a de que eles refletissem sobre o momento que enfrentam, geralmente de dificuldades. Para a Rosa Guedes Tavares, que em um Dia das Mães revelou-lhe a vontade de parir, ela foi mais além: tricotou um sapatinho de lã e pediu que no ano seguinte o levasse “cheio” em sua casa. No ano seguinte, lá estava a Rosa e o Tavares com a Renatinha no colo.&lt;br /&gt;Meio bruxa, meio fada, mas muito sensitiva, não dava para esconder nada da dona Lena. Ela sempre descobria. Entre seus tantos méritos está a sua generosidade. Adorava receber a todos, em sua casa, com suas famosas sopas de capeleti, seus torteli, cipoli e bolinhos de chuva. O café estava sempre fresquinho, dado o grande número de visitas que recebia. Foi ela quem nos ensinou a receber bem a todos, a manter as portas de nossas casas sempre abertas e a nunca discriminar ninguém.&lt;br /&gt;Trabalhou sempre pelos pobres. Por mais de 40 anos foi voluntária do MAE Maria Rosa (Sopa do Grameiro). Também contribuiu muito como Lar Campinense de Bem Estar do Menor e com a Casa Bom Pastor. Vestiu muitas crianças e bebezinhos com seus paletozinhos, toucas e sapatinhos de flanela ou de lã. Mesmo doente, nos últimos meses, ainda tricotava e preparava os enxovalzinhos completos para o Grameiro e para mandar para os pobres de Caconde. Deixou-nos a herança de seu trabalho para ser continuado.&lt;br /&gt;Foram tantos os amigos que apareceram na sua despedida! Prova do tanto que foi e ainda é querida. Não estou triste com a sua partida, pois sei que ela é um espírito que deve estar em paz. Só gostaria de saber quem a estava esperando do lado de lá e como está sendo a sua recuperação. Mas confio em Deus e sei que, logo, logo, ela será incumbida de uma nova missão. Ela só precisa descansar um pouco. Afinal, não deve ter sido fácil cuidar da Regina, da Kelly, da Neusinha, do Carlinhos e de mim. Valeu, mamãe! Você foi massa. Obrigada por estar conosco nesta vida. Eu te amo. Você é uma linda fofa! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5801913495489233113-5874500293668375239?l=memoriasdocastelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/feeds/5874500293668375239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2010/08/doces-lembrancasvaleu-mamae.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/5874500293668375239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/5874500293668375239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2010/08/doces-lembrancasvaleu-mamae.html' title='Doces Lembranças...Valeu, mamãe'/><author><name>Doces Lembranças</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13834657288289499150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_c8SngEC2I/AAAAAAAAABY/uGN60PQv1kA/S220/Feac_9497_Vera.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/TFlbgqKj2RI/AAAAAAAAAB4/l7y_vHka9tM/s72-c/foto+familia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5801913495489233113.post-500368587430859083</id><published>2010-07-06T13:09:00.000-07:00</published><updated>2010-07-06T13:12:44.097-07:00</updated><title type='text'>Doces Lembranças:  O poder do Correio Elegante</title><content type='html'>Vera Longuni&lt;br /&gt;veralonguini@ateliedanoticia.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta coluna não é o Retrato Falado, mas hoje eu vou contar a história da Marcia e do Junior. Fiquem tranquilos, pois não é o mesmo romance contado nas Doces Lembranças de março e que culminou no casamento do Nelo Nardini Junior com a Marcia Franciosi. A história deste mês é de outro Junior, o Amaro Egydio de Oliveira, e de outra Marcia, a Barcellos de Moraes. Não tenho culpa se as minhas amigas são xarás e resolveram casar-se com rapazes que receberam o mesmo nome de seus pais.&lt;br /&gt;O romance desta Márcia e deste Junior foi que nos inspirou a resgatar os Correios Elegantes na festa junina da Paróquia  Cristo Rei deste ano. É que, numa época de inovações tecnológicas e mensagens instantâneas, que de tão rápidas são chamadas de “torpedo”, receber de uma pessoa querida um recadinho escrito a mão é, certamente, muito mais bacana.&lt;br /&gt;Na quermesse da Paróquia Cristo Rei pessoas de todas as idades divertiram-se enviando mensagens secretas para maridos ou esposas, namorados (as) e paqueras e, até mesmo, para brincar com os amigos (as). O Lilão que o diga. Foi divertido sermos seguidas pela garotada que tentava descobrir para quem entregaríamos os bilhetes respondidos.&lt;br /&gt;Voltando à história da Marcia Barcellos, o Correio Elegante foi fundamental para a sua felicidade amorosa. Tudo aconteceu em 1982. A Marcia estava solteiríssima, conquistando um paquera aqui, um namoradinho ali, mas ninguém que acelerasse o seu coração com uma rotação maior do que a do motor do seu inseparável Fuscão azul.&lt;br /&gt;Até que, numa noite de sábado, enquanto a turma optou por um comportado joguinho de baralho na casa da dona Regina Marcolino, mãe da Zete e da Tany (e, também, do Tote, do Minho, do Wlad e da Laya), a Marcia decidiu ir ao teatro com um paquera e passou por lá apenas para pegar os ingressos que as amigas haviam comprado antecipadamente para ela.&lt;br /&gt;Ao entrar na copa onde acontecia a “jogatina”, percebeu que o Romeu (irmão do Julinho, dono do Café Le Toille, e que morava atrás à Igreja do Rosário), havia levado um amigo que ela não conhecia. Foi atração à primeira vista. A vontade da Marcia era ficar por ali e conhecer melhor o rapaz que começava a frequentar a casa da família Marcolino. Mas não podia, porque estava acompanhada e seu paquera a aguardava no portão.&lt;br /&gt;Teve tempo de saber apenas que o apelido do tão charmoso rapaz era Formiga. Nada de estranho para uma moça que já havia namorado o Minhoca, o Tatu e o Gafanhoto.&lt;br /&gt;Na semana seguinte, Marcia teve a oportunidade de encontrar-se novamente com o Formiga em um churrasco na casa do Romeu. Mas não conseguiu grande aproximação, pois o moço mal terminara um relacionamento um tanto longo e não estava muito disposto a abrir o seu coração.&lt;br /&gt;A terceira oportunidade surgiu em uma quermesse da Igreja Cristo Rei. Com a ajuda das amigas, Marcia conseguiu que o Formiga fosse convidado para o evento e, na falta de coragem de demonstrar pessoalmente o seu interesse por ele, mandou-lhe dezenas de Correios Elegantes.&lt;br /&gt;- Eu não assinei as mensagens, mas ele sabia que era eu quem as estava mandando, diz.&lt;br /&gt;Os ferrolhos que cerravam as portas do coração do Formiga derreteram-se no calor emanado pelo carinho que envolvia aqueles torpedinhos e, é claro, pelo irresistível charme da Marcinha. O pedido de casamento, um ano e pouco depois, resultou até na venda do Fuscão azul para a compra do vestido de noiva. Marcia e Amaro (ninguém mais o chama de Formiga) estão juntos e felizes há mais de 27 anos.&lt;br /&gt;Como o Correio Elegante voltou a circular na festa da Cristo Rei deste ano espero, em breve, receber algum e-mail informando-me sobre uma nova e boa história.&lt;br /&gt;E, para quem não acredita que um dia eu já fui artista, escolhi essa foto que registra o meu irmão Carlinhos e eu numa performance caipira em uma festa junina. Mas podem ficar tranqüilos: para o alivio de todos asseguro que nós dois não cantamos mais.&lt;br /&gt;Se você quer ler ou reler os artigos anteriores, acesse o blog &lt;a href="http://www.memoriasdocastelo.blogspot.com/"&gt;http://www.memoriasdocastelo.blogspot.com/&lt;/a&gt; . Aproveite e deixe seu recado, comente os artigos ou conte, também as suas doces lembranças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5801913495489233113-500368587430859083?l=memoriasdocastelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/feeds/500368587430859083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2010/07/doces-lembrancas-o-poder-do-correio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/500368587430859083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/500368587430859083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2010/07/doces-lembrancas-o-poder-do-correio.html' title='Doces Lembranças:  O poder do Correio Elegante'/><author><name>Doces Lembranças</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13834657288289499150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_c8SngEC2I/AAAAAAAAABY/uGN60PQv1kA/S220/Feac_9497_Vera.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5801913495489233113.post-5340338615411253530</id><published>2010-06-03T19:29:00.000-07:00</published><updated>2010-06-03T19:32:24.614-07:00</updated><title type='text'>Doces Lembranças ...Arraial dos bons</title><content type='html'>Sou do tempo em que festa junina chama-se quermesse; bingo era tômbola e torpedo, correio elegante. Os vestidos de chita eram confeccionados pelas nossas próprias mães. Dava gosto de ver a dona Lena em sua máquina de costura, aplicando rendas no colo e na gola para tornar a roupa mais charmosa. O que tirava o fashion do modelito, com certeza, eram aquelas horrorosas calças balonè.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em junho, nossa diversão era soltar balão “galinha”, feito apenas com uma folha de jornal amarrada nas quatro pontas, e resgatar os multicoloridos, de papel de seda, que caiam pelo bairro. Uma aventura para ter em mãos um balão chamuscado. Mas eu gostava mesmo das quermesses: das Igrejas Cristo Rei e do Rosário e dos clubes do Bonfim e do Circulo Militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me socorreu nessas doces lembranças foi a Maria Inês Bachiega, que reencontrei no jantar na casa da Marcia Barcelos. Foi dela a idéia de recordar das festas juninas realizadas no terreno de terra batida ao lado da antiga capela Cristo Rei. Seu avô Hermes Bachiega administrava o salão de bocha e um barzinho que existiam onde hoje é o salão social. Seo Hermes até ensaiou a turma da quadrilha. Sua mãe, Thereza Azzoni, ficava no caixa geral e auxiliava na organização dos eventos da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era nesse grande terreiro onde se montavam as barracas de madeira, cujas tábuas formavam um balcão para a exposição dos quitutes que exalavam o saboroso cheiro do milho verde cozido, do cural, da pamonha e da broa de fubá e o perfume do gengibre fervendo no quentão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tábuas das barracas também serviam de apoio para as anotações nas cartelas de tômbola. A gente se pendurava sobre elas para incentivar o porquinho da índia a entrar nas casinhas numeradas, ou para espichar o braço no jogo de argola e da pescaria. Que alegria ganhar aqueles simples brindes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande fogueira ajudava a iluminar as noites frias e enluaradas, aquecidas pelo som que saia do autofalante conectado à vitrola apoiada na mesinha disposta ao lado da porta lateral da capela, fácil acesso para quem quisesse dedicar músicas e mandar recados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inês participou por oito anos da comunidade de jovens, ajudando nas campanhas para a construção da igreja. Ela e a sua gêmea Lúcia são famosas no bairro, pois tocaram violão entre 1976 e 1984 na sempre lotada missa dos jovens, nas noites de domingo, juntamente com a Salma e a Maristela Basseto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fiéis as acompanhavam nos hits católicos, como Eu preciso de Você e Irmão Sol, Irmã Lua, cujas letras eram impressas no livreto Louvemos ao Senhor. Hoje a Inês é professora de Educação Infantil na Emei Bolinha de Mel e ensina violão para professores da rede municipal. Ah, ela também usa o seu dom artístico para confeccionar fantoches, expondo a marca O bicho é de pano na feira de Artesanato do Centro de Convivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveite e deixe seu recado ou conte, também as suas doces lembranças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5801913495489233113-5340338615411253530?l=memoriasdocastelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/feeds/5340338615411253530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2010/06/doces-lembrancas-arraial-dos-bons.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/5340338615411253530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/5340338615411253530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2010/06/doces-lembrancas-arraial-dos-bons.html' title='Doces Lembranças ...Arraial dos bons'/><author><name>Doces Lembranças</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13834657288289499150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_c8SngEC2I/AAAAAAAAABY/uGN60PQv1kA/S220/Feac_9497_Vera.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5801913495489233113.post-5481445570628643039</id><published>2010-05-18T14:49:00.001-07:00</published><updated>2010-05-21T13:27:58.047-07:00</updated><title type='text'>Artigos publicados em 2010</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_bsjQPsRaI/AAAAAAAAABQ/KHE7pfFobVc/s1600/Marcia+e+junior.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_bWJTOgkyI/AAAAAAAAABI/_1KrmQDZwjE/s1600/Neusinha+113.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473797852383712034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 245px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_bWJTOgkyI/AAAAAAAAABI/_1KrmQDZwjE/s320/Neusinha+113.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Do Chapadão à Paris&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vera Longuini&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peça a Deus e ele lhe dará. Peça aos amigos, e eles lhe darão, também. Eu pedi, e estou sendo atendida. Agora tenho uma coleção de histórias gostosas para contar, graças ao reencontro com as minhas amigas de infância. Nossas reuniões têm sido cada vez mais prazerosas. No domingo, 17 de abril, estivemos juntas no aniversário da Neusinha Mafissioni , no salão social da Igreja Cristo Rei. Nossa mesa reuniu a Susi e a Denise Perallis, a Márcia Barcelos e a Márcia Franciosi, a Mara Araujo, a Glaucia Crepaldi, a Thany e a Elizete Marcolino e eu. A Vânia também estava lá. Uso todos os sobrenomes “de solteira” para facilitar a identificação das personagens, pois os casamentos, infelizmente, nos afastam dos amigosSó que, quando a vida quer, ela promove os reencontros. E cá estamos quase todas juntas outra vez. Quando nos reunimos temos tanta coisa para conversar que é difícil que uma deixe a outra falar. São tantas as histórias que saímos de um encontro já com outro agendado.Conforme prometido, hoje eu contarei sobre a viagem que a Susi Perallis e Silmara, sua cunhada, casada com o Celso, ganharam para a Europa em um torneio de tranca realizado na Daslu, luxuosíssima loja de São Paulo que reúne as principais marcas do mundo.A afinidade delas com as cartas de baralho parece estar na genética dos Perallis. Há mais de 10 anos a família pratica o carteado e até promove torneios internos. Dos avós aos netos, e incluindo os agregados, como genros, noras e cunhados, todos participam da saudável jogatina familiar nas quais são distribuídos medalhas e pequenos prêmios. As apostas, quando muito, chegam a R$ 10,00. Mas daí, a uma viagem à Paris e à Suíça, existe uma grande distância não apenas física, mas financeira. Em 2005, a mãe de Silmara, Miriam Rodrigues da Cunha, havia comprado, a pedido de seu amigo, o apresentador de TV Amaury Junior, um convite, no valor de R$ 300,00, para o 1º Torneio Jogue Bem, de tranca, em benefício do Lar do Caminho e do Instituto Pró Queimados, que aconteceria na Daslu. Sua idéia foi presentear a filha pelo aniversário, acreditando que ela não apenas se divertiria com as cartas como, ainda, teria a oportunidade de conhecer o templo de consumo paulistano. Silmara adorou o presente, mas precisava de um parceiro. E não era bem o tipo de evento ao qual o Celso, seu marido, toparia acompanhá-la. Ela, então, pensou logo na Susi (a cunhada topa-tudo) que, na época, morava em São Paulo, convidando-a para ser sua parceira no campeonato. Como o torneio seria na tarde de um domingo, combinaram que Silmara pegaria o ônibus da Capriolli direto para o aeroporto de Congonhas, onde a Susi e seu marido a esperariam para seguir até a Daslu. Por mais que tenham caprichado na escolha dos modelitos apropriados para a ocasião, Susi e Silmara só tiveram a exata noção de onde estavam se metendo quando, já no elevador, se depararam com ninguém menos do que Betty Szafir, mãe do ator Luciano Szafir, considerada uma das socialities mais elegantes da capital paulista.No Terraço da Daslu, onde o torneio seria realizado, a high society paulistana desfilava em peso entre celebridades e sobrenomes famosos, que saboreavam os acepipes &amp;amp; aperitivos do brunch oferecido no receptivo e nos intervalos de cada rodada. Começou o campeonato. A dupla de Campinas perdeu a primeira partida. Susi serviu-se de um vinho branco para relaxar, mas enfrentou os protestos de Silmara que temia as conseqüências da mistura álcool+ansiedade+nervosismo. Na segunda rodada, venceram - por 30 a zero - a dupla formada pelo renomado arquiteto João Armentano e esposa. E, assim, foram as demais partidas contras os famosos: 28 a dois, 27 a três, sempre de levada. Como o pior resultado poderia ser descartado, elas calcularam que, eliminando a derrota da primeira rodada, obteriam a classificação do quinto ao sétimo lugar entre as 10 duplas que seriam premiadas. Cada nome anunciado era seguido de um sobrenome conhecidíssimo e de um currículo que justificava a fama, provocando efusivos aplausos. Os prêmios incluíram aparelhos celulares, casacos de pele, roupas de griffe, jóias e quadros de pintores vanguardistas. Mas os prêmios foram terminando e nada da dupla campineira ser anunciada. - Aí tem truta, queixou-se Silmara, questionando a honestidade da organização do evento.Susi pediu, então, ao marido, que acabava de chegar para buscá-las, que fosse com a Silmara até os organizadores para conferir o resultado, pois era impossível que elas não tivessem ganho nada. Eles foram, mas, antes de aproximaram-se dos organizadores o mestre de cerimônia João Doria Junior anunciou:- E, em primeiro lugar, a dupla Susi e Silmara. Assim, ditos os nomes sem sobrenomes, currículos ou títulos. Os colunáveis ficaram de boca entreaberta (só não totalmente aberta porque gente chique não abre demais a boca em público) e sequer conseguiram aplaudir, tentando identificar quem seriam aquelas duas que, talvez por serem tão famosas, não exigiam uma apresentação mais detalhada.- O prêmio são duas viagens, na primeira classe, para a França e para a Suíça, com seis noites de hospedagem no Hotel Plaza Athénéé, de Paris, e spa Clinique La Prairie, em Montreaux, continuou João Dória, enquanto as duas se abraçavam e pulavam de alegria.E agora? Como viajar só as duas, sem os esposos? Assim, Silmara decidiu vender o seu voucher para que o marido da Susi a acompanhasse à Europa. Com o dinheiro, ela contribuiria para os estudos da filha, então na universidade. Para elas, a divertida e insólita experiência fará sempre parte de suas doces lembranças. E ironizam:- A única amizade que fizemos na Daslu foi com o garçom que nos servia. Só que formos nós que “garfamos” o primeiro prêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Sobre destinos e raízes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vera Longuini &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_RK8Zzh6RI/AAAAAAAAAA4/_ryuv2dA8B8/s1600/Marcia+e+junior.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_RK8Zzh6RI/AAAAAAAAAA4/_ryuv2dA8B8/s1600/Marcia+e+junior.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_RJpT6fXpI/AAAAAAAAAAw/ahY3Cn5gFfs/s1600/Marcia+e+junior.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_RJpT6fXpI/AAAAAAAAAAw/ahY3Cn5gFfs/s1600/Marcia+e+junior.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_RJpT6fXpI/AAAAAAAAAAw/ahY3Cn5gFfs/s1600/Marcia+e+junior.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a família Franciosi recebeu os Nardini, vindos de Jacutinga, como vizinhos da casa na qual moravam na Avenida Andrade Neves, no Castelo, talvez não imaginasse que tão caloroso acolhimento os uniria para toda a vida. Para os bate-papos quase diários bastava ao Nelo Nardini abrir o portão da casa de numero 1.991, atravessar a rua e entrar na residência quase em frente, de número 1.948, de Alberto Franciosi. Nelo Junior, então com 22 anos, sempre acompanhava o pai nessas visitas com um velado propósito de paquerar a caçula dos Franciosi, Márcia, então com 18 anos de idade, irmã da Heliana e do Carlos Alberto, o Caberto. Para quem não está ligando o nome e sobrenome à pessoa, trata-se da Márcia Patinha, da nossa equipe de vôlei do Circulo Militar na década de 70.Enquanto Junior, engenheiro civil recém-formado, procurava emprego para mostrar ao mercado de trabalho os seus conhecimentos profissionais, Márcia acabava de ser aprovada na Faculdade de Agronomia de Pinhal. O namoro aconteceu, mas durou pouco: os objetivos dos jovens eram diferentes naquele momento e a distância também atrapalhou o romance. Nos finais de semana, quando voltava à Campinas para visitar os pais, Márcia só pensava em descansar e recuperar as energias. A distância entre eles aumentava a cada dia: os pais de Márcia, Otilia e Alberto, mudaram-se para Artur Nogueira e, ela, depois de formada, decidiu aceitar o convite para trabalhar em Bebedouro e, depois, em São Paulo. Por sete anos, ela sequer teve noticias dos Nardini.O que só a idade e o tempo nos ensinam, entretanto, é que do destino ninguém foge ou se esconde. E, Deus, que sempre usa o acaso para nos mostrar ser ele o único comandante de nossas vidas, preparou para Márcia e Junior um reencontro, digamos, casual.Heliana, a irmã da Márcia, decidiu organizar uma Festa da Primavera em sua casa. Márcia vivia em São Paulo e chegaria pouco antes do evento. Como a vida, sempre que deseja, encontra os caminhos para promover os reencontros, Heliana decidiu reunir-se com alguns amigos para um rápido chopinho no Giovanetti no final daquela tarde e lá, por acaso (?), encontrou-se com o Junior. Depois do “oi, como vai?, tudo bem?, por onde você tem andado?, veio fatalmente o convite para a festa daquela noite.-Sua irmã estará lá?, quis saber Junior.- Ela estará, sim, respondeu Heliana.No entanto, antes que Heliana pudesse avisar a irmã sobre o novo convidado daquela noite, Márcia encontrou-se com um antigo amigo do volei e, não querendo ficar deslocada na festa que reuniria apenas os colegas de Heliana, achou por bem ir acompanhada de alguém conhecido. O arrependimento bateu assim que viu o Junior na festa. Ela, simplesmente, não poderia deixar o amigo de lado e, muito menos, envolvê-lo num papo saudosista com o ex-namorado. Assim, Márcia e Junior passaram quase toda a noite fisicamente distantes, mas não o suficiente para impedir a discreta troca de olhares. Se é que o cruzamento de olhares possa passar despercebido. Não se sabe até hoje se o amigo percebeu ou não que estava sobrando. O fato é que, em determinado momento, ele despediu-se e retirou-se da festa, deixando o caminho livre para Junior.Desde então Márcia e Junior não se largaram mais. Junior já estava estabilizado profissionalmente e prontinho para iniciar uma vida a dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles namoraram por três anos, casaram-se em setembro de 1991 e tiveram dois filhos: Paula, hoje com 12 anos de idade, e Pedro, com 6. Márcia não apenas retornou para Campinas, como voltou a viver no bairro onde nasceu (na rua Irmã Maria Inês), e viveu a sua infância (Rua Francisco Otaviano, atrás da Igreja do Rosário) e adolescência (Avenida Andrade Neves). Hoje mora em um condomínio próximo à Pedreira do Chapadão.É a roda viva do destino nos mostrando que as nossas ligações com pessoas e lugares são muito mais fortes do que tenta imaginar a nossa vã filosofia. Por isso devemos valorizar mais os reencontros e as lembranças que eles nos trazem, pois o nosso passado é um grande professor do qual sempre estaremos tirando importantes lições que nos servirão e nos guiarão pelo resto de nossas vidas. A casa dos Franciosi na Andrade Neves, que freqüentei muito na época em jogávamos vôlei no Circulo Militar, transformou-se no Friend´s Pub (na esquina com a rua Professor Jorge Henning). Nos anos 1990 voltei ali várias vezes para ouvir boa música e bebericar com os amigos da TV Brasil (SBT), onde eu trabalhava e que ficava a três quadras dali. Aliás, várias casas da minha infância e juventude transformaram-se em bar. Inclusive a que eu nasci, no Cambuí, o que já me deu idéia para um novo artigo.A Márcia esteve uma tarde toda de sábado em minha casa e lembrou-se de histórias engraçadas, como as tentativas de furto dos cavalos de seo Paulino, organizadas pelo seu irmão Caberto e pelo Domingos Giuntini. Mas isso eu só conto se eles me autorizarem. No dia 08 de abril almocei com parte do Clube da Luluzinha (Márcia Barcelos, Mara - esposa do Nando Barcelos - Zete e Susi) para comemorar o aniversário das duas primeiras. E já prometi que a próxima história será sobre o dia em que a Susi e a Silmara, esposa do Celso Peralles, arrasaram na famosíssima Daslú. Novidade: em breve as Doces Lembranças estarão em um blog para maior interatividade com os leitores do Jornal do Castelo, do Jornal de Campinas e com os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A construção da Igreja Cristo Rei&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vera Longuini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor de contar histórias é poder eternizá-las e não deixar que se percam no esquecimento ou fiquem limitas e presas às lembranças e à memória de quem as vivenciou. É por isso que adoro transpor para o papel os bate-papos com os amigos quando dos encontros – muitas vezes casuais –, ou por meio das mensagens eletrônicas, como a da Ivonete, irmã da Vera, da Sonia, da Norma e do Washington que leu, pela internet, as lembranças sobre os lugares que freqüentávamos no bairro e que não existem mais e decidiu dar um “alozinho”. Muito legal essa gentileza, NE?A história de hoje é sobre a construção da Igreja Cristo Rei, uma simples capela que só foi elevada de categoria graças ao empenho, esforço e dedicação de um pequeno grupo de moradores do Jardim Chapadão.Os fatos eu “arranquei” da memória do José Antônio Dias, marido da Luzia e pai do José Ricardo, amigos que já mencionei várias vezes nessa coluna. Em janeiro, quando tive a oportunidade de levar meus pais para visitá-los na Rua Comunidade Lusíadas, na mesma casa que já abrigou toda a minha família durante uma reforma em nossa residência, tive a alegria de ouvir o Zé Dias, como o chamamos, contar detalhes das campanhas realizadas e do envolvimento dos nossos vizinhos na construção da igreja. Zé e Luzia são padrinhos de batismo da minha sobrinha mais velha, a Camila, filha da Regina (Helena).Ex-tesoureiro do antigo DAE – Departamento de Águas e Esgoto de Campinas –, hoje Sanasa, Zé Dias foi o braço direito – e creio que o esquerdo, também -, do padre Lino, pároco do bairro no final dos anos 1960, época na qual foi decidida a construção da Igreja Cristo Rei para atender os moradores católicos do Jardim Chapadão.A primeira missa realizada para abençoar a empreitada, alías, foi rezada na garagem da casa da família Dias. Pela sua experiência profissional, Zé Dias prontificou-se a ser o tesoureiro da nova igreja: conseguia doadores para a compra do material de construção, datilografava os recibos e realizava as cobranças. Para comandar a empreitada, foi formada uma comissão composta por 11 membros, entre eles Valter Corsi, Luiz e Nilda Gonzaga, Lívia Gabriele, dona Olga, dona Ana, dona Leonor, dona Neusa, dona Zilda e a sua esposa Luzia.Enquanto as mulheres preparavam quitutes, como quibes, esfihas e empadas, para serem vendidos nas quermesses e chás beneficentes para a arrecadação de verba para as obras do Cristo Rei, os homens encarregavam-se de conseguir bons brindes para os sorteios, incluindo aparelhos de televisão e carros da Volkswagen, como Fusca e Kombi. Zé Dias guarda a foto de Acácio Pinto ganhando a rifa de um Volkswagen 1970, doado pela Concessionária Domira, instalada em Sousas, e cuja receita contribuiu para a compra de muitos tijolos, areia e cimento. José Dias lembra que a igreja demorou cinco anos para ser construída. Hoje, o comando está com o Padre Magalhães, que foi meu professor na PUC. Minha irmã, a Neusinha, e o Edson Baptista fizeram a primeira comunhão na Cristo Rei, quando ela era ainda uma capela. Temos a foto em casa, assim como a da minha catequese na Igreja do Rosário, ao lado da Celinha, da Tatá (Maria Aparecida Alexandre Alves, que o Clovinho trocou a foto na edição passada referente ao carnaval de rua) e da Márcia Franciosi, amiga do vôlei do Circulo Militar e que eu esbarrei no Shopping Iguatemi dias atrás. Na maior cara de pau, a Márcia “Patona” e eu nos sentamos em um sofá da loja na qual nos encontramos e batemos o maior papo, relembrando dos amigos e da nossa adolescência. Aliás, é a interessante história do casamento do Márcia que contarei no próximo mês, com a ajuda da protagonista. No início de fevereiro também me encontrei com a Márcia Barcelos e com o Formiga no restaurante Daitan. Já retornei do carnaval (um pouco longo, no meu caso, conforme protestaram os amigos), e aguardo o contato dela, da Zete, da Tani, da Susy, da Denise, da Araty e da Neusinha para aquele prometido encontro em minha casa, que está e estará sempre de portas abertas, assim como o meu coração, para receber essas pessoas tão queridas que foram - e continuam sendo - tão importantes na minha vida. Recadinho: não é preciso esperar que o acaso provoque o nosso encontro. Basta me mandar um e-mail para que eu responda rapidinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;Na alegria da folia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vera Longuini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vocês lerem este artigo, provavelmente serei uma no meio dos quase dois milhões de pessoas que estarão seguindo algum trio elétrico no carnaval de Salvador, na Bahia. Como atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu, todos os anos aproveito esse momento momesco para verificar se continuo realmente viva. E me surpreendo ao perceber que tenho um estoque de energia que parece inesgotável. Sei que não é fácil acompanhar o meu pique. Mas para quem quiser se aventurar comigo, o meu segredo é estar sempre me reabastecendo com muitas doses de alegria, pensamentos positivos e escolha de boas companhias. Esse ano, o meu irmão Carlinhos, foi uma delas.Acho que eu já nasci ligada nos 220 volts. Sou tão elétrica que, às vezes, até dou choque. Adoro dançar, amo cantar e me sinto muito à vontade com os mais diversos ritmos de música. Na minha casa o som está sempre ligado e vira e mexe me vejo dançando, mesmo que sozinha, na sala, no quarto. Cair no samba, então, é comigo mesmo. Principalmente nas festas de rua, nas quais se misturam pessoas de diferentes nacionalidades, nível de instrução, objetivos de vida e classes sociais. É um momento único de respeito às diferenças, à diversidade.O carnaval é uma destas festas que me deixam feliz. Desde pequena eu curtia já as matinês nos Clubes do Bonfim e Andorinha e, depois, do Circulo Militar. Para Salvador eu viajo desde o início dos anos 1990, na época das mortalhas, vestimenta utilizada nos blocos soteropolitanos, antecessoras dos atuais abadás.Mas é sobre os anos 1980 que quero contar neste artigo por envolver meus amigos do Jardim Chapadão em divertidos desfiles na avenida Francisco Glicério. Para quem não acreditar, temos até fotos para provar: o Celso e a Susi Perales, que moravam na rua Jacob Bereck Stemberg, a Tata (Maria Aparecida Alexandre Alves), que vivia na rua Sampaio Vidal, e eu nos aventuramos como passistas das escolas de samba Rosa de Prata e Unidos do Salgueiro, destaques, naqueles tempos, do carnaval campineiro.Acontecia que, como jornalistas, éramos obrigados a trabalhar em plena festa de Momo na cobertura do carnaval de rua e dos bailes promovidos pelos principais clubes sociais da cidade. Decidimos, então, transformar a obrigação em diversão e, assim, criamos um animado grupo que aproveitava o descanso dos microfones, câmaras de TV, máquinas fotográficas e papeladas de anotações para curtir o pobre e sempre mal organizado carnaval popular da cidade. Participamos desde o primeiro desfile dos blocos Tomá na Banda, criado no Bar Ilustrada, e da City Banda, idealizada no City Bar pelos bons boêmios e músicos da cidade.Os presidentes e diretores das escolas de samba precisavam colocar um número mínimo de alas e passistas para receber a autorização para o desfile e, consequentemente, verba da Prefeitura. Como não havia – e até hoje não há – interesse da maioria da população em participar do carnaval de rua campineiro, resolvemos ajudar. Formamos a ala da Imprensa e convidamos os amigos para integrá-la e garantir o número de foliões para que pelos menos duas escolas – uma do primeiro e outra do segundo grupo – descessem a avenida.Em um dos anos, na Rosa de Prata, o enredo contava a história da cidade na época do café. Nossa ala representava os senhores dos engenhos: as mulheres transformaram-se em sinhazinhas, dentro de um quente e rodado vestido cor-de-rosa com mangas bufantes e babados no peito, tendo como acessório uma sombrinha de renda branca. A minha quebrou-se ainda na concentração, sob a ponte da via expresa Aquidabã, e, para mantê-la aberta fui obrigada a passar todo o desfile segurando a trava para que as varetas permanecessem abertas e a escola não perdesse pontos. Os homens trajavam calça branca, camisa rosa e casaca e cartola prateados. Remexendo em minha grande coleção de fotos, encontrei o Celso Perales, parado no meio da avenida, enquanto todos dançavam à sua volta.Em outro ano, formamos a ala dos espanhóis. Com vestidos negros e vermelhos e flores nos cabelos, encontrei a Susi Perales e a Tata divertindo-se com a gente. Em outra oportunidade, nos fantasiamos de pierrôs e colombinas. Das bandas também encontrei diversas fotos nos meus antigos álbuns, doadas por fotógrafos que cobriam os eventos, já que naquela época não existiam câmaras digitais ou celulares (parece um absurdo, né?). Até que éramos criativos: no primeiro ano do Tomá na Banda, nosso bloco foi formado por Rê Bordosas e Juvenais (o garçom do bar que a personagem do Angeli frequentava em seus quadrinhos); de outra vez encontrei fotos minhas com shorts com suspensórios, boné com a aba virada para traz da cabeça e estilingue nas mãos.Deu saudades. E, por isso, este ano decidi formar um novo bloco para acompanhar a City Banda. Transformamos a Hammer Academia no bloco Hammer Folia e conseguimos, em apenas três dias, reunir 50 integrantes. Como ninguém contava com a pontualidade do desfile no sábado, dia 6 de fevereiro, alguns dos nossos foliões só chegaram quando o desfile já havia terminado. O Clovinho, a Lara (novo pseudônimo da Lazinha) e o Bruno Cordeiro vestiram o nosso abadá. Para o próximo ano, conforme já combinado com o Gustavo Lopes, dono da academia, vamos, no mínimo, triplicar o número de participantes. Os amigos do Chapadão, se desejarem, já estão convidados para integrar o nosso condão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;O castigo veio a cavalo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vera Longuini&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da ultima vez eu mencionei que contaria as histórias dos cavalos do seo Paulino, marido da dona Elvira e pai do Adão (Nenê) e da Eva. Apesar da preocupação manifestada por alguns e dos protestos de outros, esclareço que eu apenas conto as histórias “autorizadas” pelos envolvidos e descarto os comentários feitos nos bate-papos regados à cerveja, até mesmo por não dar-lhes tanta credibilidade. Além disso, como boa amiga, eu jamais comprometeria a imagem de ninguém, ainda mais de pessoas que foram tão importantes na minha infância e adolescência e das quais eu guardo as melhores recordações. A história de hoje foi intitulada como “O castigo veio a cavalo” pelo nosso amigo, ator e clown Richard Riguetti (o Nê), que acaba de ganhar outros dois prêmios no Rio de Janeiro pelo seu trabalho, e também lembrada, confirmada e detalhada pelo Marcão Castelli, no aniversario de 15 anos da sua sobrinha Bianca, filha do Dada e da Lu Dressano No final da década de 60 ou inicio dos anos 1970, o seo Paulinho vendia leite em litro pelas ruas do bairro naquelas charretes de madeira puxada por cavalos. Como a família do seo Paulino morava na rua Alberto Jackson Byington e o bairro sofria com um processo de aceleração imobiliária, cabia ao Adão a tarefa de levar os cavalos (Pingo, Mosquito, Guarani) e as éguas (Potranca e a Égua) para serem alimentadas em um pasto próximo da Vila Militar. Essa tarefa o Adão dividia com a molecada, que transformava em uma grande diversão o revezamento dos cavalos que iriam para a lida ou ficariam no pasto. Eles aproveitavam para passear e cavalgar pelas ruas do bairro, embora muitas vezes a velocidade que imprimiam às montarias acabava transformando a brincadeira em um inconseqüente páreo.Certa vez, creio que por imaginarem um hipódromo na rua Cônego Manuel Garcia que ainda não era pavimentada no trecho abaixo da avenida João Erbolato, eles foram surpreendidos por um ciclista que trafegava na mão contrária. Estavam o Adão, o Nê e o Marcão em dois cavalos (um deles, na garupa). O primeiro cavalo, “pilotado” pelo Marcão, acertou o ciclista em cheio e o atirou ao chão. Os cavalos tropeçaram e também caíram, derrubando os três cavaleiros.- Pensamos que havíamos matado o cara. Ele ficou deitado no chão, de barriga para cima e só percebemos que estava vivo porque o seu pomo-de-adão era muito saliente e movia-se ao compasso da sua respiração. O Marcão, mais corajoso, levantou-se, ergueu o ciclista e virou-se para pegar a bicicleta dele. Queríamos chamar a ambulância, mas o cara não quis. Oferecemos para trazer-lhe água, mas ele também a recusou. Tentou seguir com a bicicleta, só que não conseguiu porque a roda estava toda torta. O cara colocou a bicicleta nos ombros e seguiu caminhando, carregando-a nas costas, conta Nê.Um deles, no entanto, reconheceu a bicicleta como sendo de um colega do bairro (não sou a única a esquecer nomes) que morava na avenida João Erbolatoe foram até lá:- Sua bicicleta está aí?, perguntaram.-Está sim, no quintal.-Você pode verificar?Não estava. O rapaz que eles atropelaram a havia furtado momentos antes e estava em plena fuga quando foi “castigado” pelo encontro com os cavalos. Soube-se, depois, que o rapaz vivia em uma favela que existia no Taquaral e havia trabalhado para o pai do colega que teve a bicicleta furtada. Embora ele já tivesse vendido a bicicleta quando localizado, o dínamo e o farol da “magrela” ainda estavam com ele. Mudando de assunto, no final de 2009 aproveitamos para matar a saudade de alguns amigos que não víamos há tempos. Entre eles, visitamos o casal José Dias e Luzia, que mora na rua Comunidade Lusíada. Eles, inclusive, conforme já contei aqui, até mesmo hospedaram toda a minha família na edícula da residência deles enquanto a nossa casa passava por uma ampla reforma no início dos anos 1970. Pena que o José Ricardo, filho do casal e que eu tive a oportunidade de reencontrar na quermesse da Igreja Cristo Rei não estava lá. Mas foi justamente por mencionar esse encontro que o José Dias me contou toda a história da campanha da construção da igreja, que vou contar no artigo de março, já que o de fevereiro fatalmente será focado no carnaval.E, por falar na Igreja Cristo Rei, agradeço o carinho e o churrasco da Turma do Futebol no final do ano. Adorei rever tantos amigos, como o Celso (irmão da Sueli, da Susy, Lilão e Denise), o Nelson (antigo – no bom sentido – colega de escola) e o Paulinho, que morava ao lado da sede social do Bonfim, na Julio Ribeiro e que, conforme me contou, até hoje continua baladeiro, atuando como DJ. Aliás, já combinamos organizar uma super festa. Quem sabe já a agendamos para logo após os festejos de Momo, né?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5801913495489233113-5481445570628643039?l=memoriasdocastelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/feeds/5481445570628643039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2010/05/artigos-publicados-em-2010.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/5481445570628643039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5801913495489233113/posts/default/5481445570628643039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://memoriasdocastelo.blogspot.com/2010/05/artigos-publicados-em-2010.html' title='Artigos publicados em 2010'/><author><name>Doces Lembranças</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13834657288289499150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_c8SngEC2I/AAAAAAAAABY/uGN60PQv1kA/S220/Feac_9497_Vera.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ei5klkfeTnI/S_bWJTOgkyI/AAAAAAAAABI/_1KrmQDZwjE/s72-c/Neusinha+113.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
